Veja o trailer do filme Divinas
Divinas
Sobre o que é Divinas
Divines acompanha Dounia, adolescente criada em um gueto nos arredores de Paris onde o tráfico dita as regras e o dinheiro fácil parece a única escapatória.
O ponto de partida é simples: Dounia quer ficar rica e poderosa. O modelo que ela tem na frente é Rebecca, a traficante que comanda a boca local com pulso firme e até certo glamour.
Para entrar nesse universo, ela conta com Maimouna, sua melhor amiga, uma garota mais pragmática e desconfiada. Juntas, as duas mergulham em um submundo que mistura fé, dinheiro e violência, e percebem rápido que o preço de subir é alto demais.
A direção da franco-marroquina Houda Benyamina transforma esse drama social em um retrato urgente, com cara de documentário e energia de街頭. É o tipo de filme que incomoda porque se recusa a oferecer redenção fácil.
Quando estreou e por que ainda importa
Divinas foi apresentado no Festival de Cannes 2016, onde venceu a Câmera de Ouro, prêmio dado ao melhor longa de estreia da competição.
No mesmo ano, a protagonista Oulaya Amamra levou o César de Atriz Revelação, e o filme entrou no circuito internacional como um dos retratos mais honestos da juventude periférica francesa.
Em 2017, o longa chegou ao Brasil via Netflix e virou referência dentro do cinema social francês contemporâneo. Hoje, é citado em qualquer lista de filmes obrigatórios sobre periferias europeias.
Quem se interessa por esse recorte pode gostar também de Divertimento e de Animale, que partem de premissas próximas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: O elenco de não profissionais é o coração do filme. Oulaya Amamra carrega Dounia com uma intensidade física impressionante, e Déborah Lukumuena rouba a cena como Maimouna, rouca, cínica e carismática.
A direção de Benyamina acerta no ritmo, na câmera próxima e no uso de música e silêncio para criar tensão.
Ponto fraco: O terceiro ato acelera resoluções emocionais que mereciam mais tempo. Algumas personagens secundárias, como o interesse romântico vivido por Kevin Mischel, ficam subaproveitadas.
Também não espere respostas edificantes: o final é seco, o que divide quem prefere catarse clássica.
Curiosidades de bastidores
- A Câmera de Ouro de Cannes 2016 foi entregue pelo diretor Nicolas Winding Refn, e o discurso de Benyamina emocionou a plateia.
- Várias cenas foram gravadas com moradores reais do conjunto habitacional onde a história se passa, em Romans-sur-Isère.
- Oulaya Amamra não era atriz profissional na época: foi selecionada em testes de rua organizados pela diretora.
Perguntas frequentes sobre Divinas
Divinas é baseado em fatos reais?
Não é uma história real específica, mas a diretora Houda Benyamina se inspirou em vivências de comunidades periféricas francesas que ela conheceu durante anos de trabalho social antes do cinema.
Divinas tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma seca, sem gancho extra, coerente com o tom realista da narrativa.
Divinas está na Netflix?
Sim. O longa faz parte do catálogo da Netflix no Brasil e em diversos outros países, tendo sido um dos títulos franceses mais vistos da plataforma em 2017.
Pra quem é este filme:
- Fãs de drama social francês no estilo de La Haine e Os Miseráveis.
- Quem acompanha o circuito de Cannes, especialmente a Mostra Um Certain Regard e a Câmera de Ouro.
- Interessados em retratos de juventude periférica, fé e economia paralela que não romantizam a favela.
Título original: Divines
País de origem: França
Distribuidora: Netflix
Diretor: Houda Benyamina
Principais atores: