Veja o trailer do filme Dirty Dancing
O que esperar de Dirty Dancing (2017)
Refilmagem do longa de 1987 que transformou Dirty Dancing - Ritmo Quente em fenômeno cultural. A premissa continua a mesma: Baby Houseman, uma jovem de família abastada, passa o verão em um resort nos Catskills e se envolve com Johnny Castle, o instrutor de dança da casa.
O núcleo dramático gira em torno de uma paixão proibida entre classes sociais diferentes, embalada por números de dança que misturam musical, romance e drama de época.
A direção é de Wayne Blair. Já a coreografia ficou a cargo de Kenny Ortega, responsável pelos movimentos icônicos do filme original — o que é, por si só, a maior credencial da produção.
Origem e contexto
O Dirty Dancing original estreou em 1987 e se transformou em um dos musicais mais marcantes dos anos 80, impulsionado pela performance de Patrick Swayze e Jennifer Grey e pela trilha sonora que inclui "Time of My Life".
Essa versão de 2017 surge como um projeto para televisão da ABC, pensado para atualizar a história para uma nova geração, mas sem alterar substancialmente a estrutura narrativa criada por Eleanor Bergstein.
Ao contrário do original, que nasceu com orçamento modesto e virou cult, este remake chegou sob o peso da comparação inevitável. Foi recebido com críticas mornas e口碑 morna do público, justamente por apostar em uma releitura mais polida e menos crua.
Hoje, funciona como peça de catálogo para streamings e como curiosidade para completistas da franquia.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a coreografia assinada por Kenny Ortega mantém viva a essência física do material. Os números de dança têm energia, e há um cuidado visível em reproduzir os movimentos que viraram marca registrada do original.
A presença de Abigail Breslin no papel principal traz uma Baby mais jovem e menos arredia do que a de Jennifer Grey, o que pode ser um trunfo para quem chega sem comparação na memória.
Ponto fraco: a estética limpa demais, com fotografia bem iluminada e figurino de catálogo, tira a textura crua que fez o original funcionar. Falta suor, falta perigo, falta a sensação de transgressão que dava ao longa de 1987 sua tensão.
O roteiro segue cena a cena o filme original, o que torna a experiência redundante para quem conhece a versão de Swayze. Não há recriação, apenas repetição.
Curiosidades de bastidores
- Kenny Ortega, coreógrafo do original, foi contratado para rechoreografar esta versão, repetindo a parceria com o material após 30 anos.
- O projeto nasceu como telefilme da ABC e só depois ganhou distribuição internacional em alguns mercados.
- Billy Dee Williams aparece no papel que foi de Jack Weston no filme de 1987, entrando na etapa final da produção.
Perguntas frequentes
Dirty Dancing 2017 é uma refilmagem ou uma continuação?
É uma refilmagem, seguindo a mesma estrutura do longa de 1987, com diálogos e cenas-chave bastante fieis ao original.
O filme tem a música Time of My Life?
Sim, a trilha sonora é remontada em torno dos mesmos marcos musicais do clássico, incluindo a faixa-título.
Dirty Dancing 2017 vale a pena para quem já viu o original?
Depende da tolerância a refilmagens fieis demais. Quem busca novidade vai sair frustrado; quem quer revisitar a história em nova embalagem pode até se divertir, mas sem a mesma carga emocional.
Pra quem é este filme:
- Fãs de musicais românticos de época dispostos a aceitar refilmagens
- Quem nunca assistiu ao Dirty Dancing original e quer uma porta de entrada mais acessível
- Espectadores interessados em ver Abigail Breslin em um papel adulto e dramático