Veja o trailer do filme Dirigindo no Escuro
O que é Dirigindo no Escuro?
Dirigindo no Escuro é uma comédia de 2002 escrita e dirigida por Woody Allen, que também estrela o longa como Val Waxman, um diretor em declínio que volta a Hollywood e esconde uma cegueira progressiva para não perder o emprego dos sonhos.
Val já foi um nome forte nos anos 70 e 80, mas hoje sobrevive dirigindo propagandas. A virada chega com a oferta de um grande estúdio, através do produtor interpretado por Treat Williams, que por acaso está namorando sua ex-mulher, papel de Téa Leoni. O problema: pouco antes das filmagens, Val começa a perder a visão. Recusar está fora de questão.
A solução é reunir uma equipe improvisada de amigos que traduzem o set em palavras, evitam buracos no chão e improvisam direções. O que poderia ser pastelão vira crítica de bastidor, com Allen misturando farsa leve, ansiedade profissional e um olhar ácido sobre a indústria.
Estreia e legado
Dirigindo no Escuro estreou nos cinemas brasileiros em 8 de agosto de 2003, chegando como um dos lançamentos intermediários da filmografia de Woody Allen. Nos Estados Unidos, o longa teve distribuição limitada e bilheteria discreta, o que ajudou a consolidar uma fase em que o diretor entregava um filme por ano quase sempre ignorado pelo grande público.
A recepção crítica foi morna: bem recebido por quem gosta do humor clínico de Allen, descartado por quem considera a premissa um esquete esticado. Não disputou o Oscar, não circulou em Cannes e nem entrou no circuito de premiações de fim de ano.
Hoje, é lembrado como uma curiosidade simpática dentro da filmografia do diretor, mais próximo em tom de Magia ao Luar do que de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. Está disponível em catálogos de streaming e locadoras digitais, e costuma aparecer em listas de "Woody Allen para iniciantes".
Vale o ingresso?
Ponto alto: a premissa cômica funciona. Ver Val tentando esconder a cegueira do estúdio rende piadas de timing afiado, e o elenco de apoio entra no jogo com naturalidade, especialmente Debra Messing e Treat Williams, que sabem dosar o deboche.
Ponto fraco: o terceiro ato derrapa. O romance entre Val e a ex-mulher nunca ganha química, e o roteiro encerra a farsa cedo demais, trocando o humor por uma conclusão morna que não aproveita o potencial satírico da premissa.
Para os fãs do diretor, é sessão obrigatória. Para quem nunca viu nada de Allen, talvez seja melhor começar por Ponto Final: Match Point ou Vicky Cristina Barcelona.
Curiosidades de bastidores
- Woody Allen escalou vários diretores reais em pequenos papéis, incluindo Martin Scorsese e Peter Bogdanovich, como participações especiais.
- As cenas em que Val finge enxergar no set foram inspiradas em histórias reais de cineastas que trabalharam com problemas de visão.
- O longa foi filmado em pouco mais de dois meses em Nova York, um cronograma curto mesmo para os padrões do diretor.
Perguntas frequentes
Dirigindo no Escuro é um filme recente?
Não. É uma produção de 2002, lançada nos cinemas do Brasil em agosto de 2003. Hoje é considerado um título intermediário da carreira de Woody Allen.
Dirigindo no Escuro tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a sequência convencional de encerramento, sem extras depois dos créditos finais.
Qual é o gênero do filme Dirigindo no Escuro?
É uma comédia com elementos de romance e um tom levemente ficcional sobre bastidores de Hollywood, encaixado também em ficção satírica.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Woody Allen que colecionam DVD e percorrem a filmografia em ordem cronológica.
- Apixonados por sátiras do meio cinematográfico, dos bastidores de Hollywood aos bastidores de comerciais de TV.
- Leitores de crítica de cinema vintage e espectadores que assistem TCM e Criterion Channel por hábito.
Título original: Dirigindo no Escuro
País de origem: EUA
Data do lançamento: 08/08/2003
Diretor: Woody Allen
Principais atores: