Veja o trailer do filme Dina
Dina
O que é Dina
O documentário Dina acompanha os meses que antecedem o segundo casamento da protagonista. Dina Buno, 48 anos, se prepara para oficializar a união com Scott Levin, um colega de trabalho tímido que conheceu no Walmart onde ambos trabalhavam.
Dirigido por Antonio Santini e Dan Sickles, o filme mistura o cotidiano dos preparativos com conversas francas sobre luto, sexualidade e os desafios de quem já passou por muita coisa e decidiu recomeçar.
Com tom intimista e câmera próxima, o longa se posiciona ao lado da chamada observação direta, estilo que dialoga com títulos como Mala Mala e outros documentários que priorizam a escuta.
Quando estreou e por que importa
Estreou mundialmente no Festival de Sundance em janeiro de 2017, onde venceu o Grande Prêmio do Júri de Documentário, feito histórico para um filme dirigido por uma equipe pequena e lançado em sessão lotada de Park City.
A circulação posterior incluiu mostras competitivas em festivais internacionais e sessões esgotadas em mostras de festival no Brasil, sempre em cópias limitadas.
Hoje é lembrado como um dos documentários americanos de pequena escala mais elogiados da segunda metade da década de 2010 e como um caso raro em que o cinema mainstream deu holofotes a uma protagonista fora dos padrões de Hollywood.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a presença magnética de Dina Buno, que rouba a cena com humor ácido e uma vulnerabilidade inesperada. Scott Levin funciona como contraponto silencioso e carinhoso.
A direção aposta no cotidiano e nas conversas longas, o que exige paciência, mas recompensa quem se entrega ao ritmo.
Ponto fraco: a montagem é discreta demais em alguns trechos e o terceiro ato repete dinâmicas já apresentadas. Quem busca reviravoltas dramáticas pode achar o tom morno.
Curiosidades
- Os diretores Antonio Santini e Dan Sickles trabalharam por meses com Dina e Scott antes de começar a filmar, para ganhar a confiança do casal.
- O título do filme é simplesmente o primeiro nome da protagonista, decisão tomada para reforçar a proposta intimista.
- Apesar de ser um documentário de baixo orçamento, a obra superou blockbusters independentes nas listas de melhor de 2017 em veículos americanos.
Perguntas frequentes
Dina tem cena pós-créditos? Não. O documentário termina com a cerimônia de casamento e os créditos finais começam imediatamente depois, sem extras escondidos.
Onde assistir a Dina online? A disponibilidade muda bastante. O jeito mais seguro é checar nas plataformas de streaming listadas no bloco de programação desta página, que reúne cinemas e opções digitais atualizadas para a sua região.
Dina é bom? Vale a pena? Vale para quem curte documentários observacionais e está pronto para um ritmo lento. A protagonista é o grande trunfo, e o filme ganha status de pequena joia depois que você se acostuma com a cadência das cenas.
Pra quem é este filme:
- Fãs de documentários observacionais estilo Queen of Versailles e Approaching the Elephant.
- Público que gosta de cinema sobre afetos improváveis, recomeços e personagens fora do padrão hollywoodiano.
- Espectadores que procuram documentários exibidos em circuito de festival e que circulam em plataformas de arte.
Título original: Dina
País de origem: Estados Unidos
Distribuidora: Festival
Diretor: Antonio Santini, Dan Sickles
Principais atores: