Veja o trailer do filme Destruction babies

Destruction babies

Destruction babies

Sobre o que é Destruction Babies

Em uma cidade portuária japonesa chamada Mitsuhama, dois irmãos vivem sozinhos em um estaleiro à beira-mar. Taira e Shouta foram abandonados pelos pais e só têm a companhia um do outro.

Taira é obcecado por luta. Ele provoca brigas com outros estudantes, perde uma delas de forma humilhante e decide sumir do mapa em vez de encarar a derrota. O irmão mais novo sai em busca dele.

O que segue é uma escalada de violência pelas ruas, com Taira testando cada estranho que cruza seu caminho. Sem filtros, sem pausas, sem redenção fácil.

Quando estreou e por que ele importa

Destruction Babies passou pelo Festival de Locarno em 2016 e levou o prêmio de Melhor Filme na mostra Cineasti del Presente.

Chegou ao Brasil em março de 2017, com distribuição da Festival Films e uma proposta bem clara: não agradar a todos. É o tipo de drama que existe para incomodar.

Hoje é lembrado como um dos objetos mais agressivos do cinema japonês da década, citado ao lado de obras como O Mundo de Kanako pelo nível de brutalidade visual.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a edição é uma porrada. Cortes secos, câmera de mão, som direto quase desconfortável. Tetsuya Mariko transforma pancadaria em linguagem cinematográfica, e o roteiro quase não dá respiro ao espectador.

A presença de Masaki Suda rouba cenas importantes com uma estranheza cômica que destoa do resto do filme, e esse contraste é um acerto.

Ponto fraco: a história é intencionalmente rasa. Se você procura arco de redenção, contexto social bem amarrado ou drama com catarse, vai sair frustrado.

Algumas cenas beiram o gratuito. A provocação existe mais como gesto estético do que como crítica social construída, e isso pode alienar parte do público.

Curiosidades

  • O filme foi rodado em locações reais da cidade de Mitsuhama, na província de Ehime, com moradores locais compondo parte do elenco de fundo.
  • Yûya Yagira, que interpreta Taira, ficou conhecido internacionalmente por seu papel em Ninguém Pode Saber (2004), pelo qual venceu o prêmio de Melhor Ator em Cannes.
  • A coreografia das lutas foi construída para parecer desajeitada e real, fugindo do estilo coreografado de filmes de ação tradicionais.

Perguntas frequentes

Destruction Babies vale a pena?

Vale se você curte cinema japonês agressivo e narrativas experimentais. Se prefere história convencional, não é para você.

Destruction Babies tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina de forma abrupta, sem cenas extras durante ou depois dos créditos.

Qual é a classificação etária?

16 anos, por causa do nível explícito de violência física presente em praticamente todo o filme.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema japonês de festival, especialmente quem curte violência estilizada e narrativa seca.
  • Quem acompanha o trabalho de Tetsuya Mariko e quer ver até onde o diretor leva o conceito de "filme de briga".
  • Espectadores que gostam de suspense atmosférico e não se importam com ausência quase total de diálogo expositivo.

Título original: Disutorakushon beibîzu

País de origem: Japão

Data do lançamento: 16/03/2017

Distribuidora: Festival

Diretor: Mariko Tetsuya, Tetsuya Mariko

Principais atores: