Veja o trailer do filme Creepy
Creepy
O que é Creepy
Creepy é um suspense japonês de 2016 dirigido por Kiyoshi Kurosawa, conhecido por obras como Ring - O Chamado e Para o Outro Lado.
A trama gira em torno do ex-detetive Takakura, vivido por Hidetoshi Nishijima, que abandona a polícia após um incidente traumático e aceita dar aulas na universidade. A mudança para um subúrbio de Tóquio com a esposa Yasuko (Yuko Takeuchi) prometia sossego.
O sossego dura pouco. Um ex-colega aparece pedindo ajuda discreta sobre o sumiço inexplicável de uma família inteira da vizinhança. A investigação coloca Takakura frente a frente com Nishino, o novo vizinho, papel de Teruyuki Kagawa, que se torna a peça central de todo o mal-estar do filme.
Estreia e legado
Creepy chegou aos cinemas do Brasil em 17 de novembro de 2016, cerca de meio ano após a première mundial no Festival de Berlim. A distribuição no país foi tímida, marcada por sessões pontuais em salas de arte.
O filme dividiu opiniões na crítica internacional. Parte dos veículos celebrou o retorno de Kurosawa ao suspense psicológico, enquanto outros apontaram um terceiro ato confuso. No IMDb, a média gira em torno de 6,3, e a recepção do público japonês foi morna, longe do impacto de O Segredo da Câmara Escura ou de Onna ga Nemurutoki.
Hoje, Creepy é lembrado principalmente por um motivo: a atuação de Teruyuki Kagawa, que transforma um vilino arquetípico em algo difícil de decifrar. É o tipo de filme que ganha novos fãs a cada revisita, mas nunca virou fenômeno de bilheteria.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a construção de tensão. Kurosawa filma o cotidiano com uma calma deliberada, em que enquadramentos estáveis e longos silêncios vão minando o espectador. Kagawa rouba a cena sempre que aparece e dá peso humano ao vilão.
É o tipo de cinema de horror que não precisa de monstro nem de sangue. A ameaça mora na porta ao lado, e o filme entende bem isso.
Ponto fraco: a resolução. O terceiro ato escorrega para um território que mistura realismo e algo indefinido demais, deixando pontas soltas e a sensação de que falta clareza sobre o que, de fato, aconteceu.
Se você busca respostas mastigadas, fuja. Se aceita sair do cinema com um incômodo, Creepy cumpre o que promete.
Curiosidades
- Kurosawa revelou em entrevista que evitou refazer takes para preservar as contradições da interpretação de Kagawa. Repetir, segundo ele, faria uma característica dominar a outra.
- O filme foi rodado em locações reais de subúrbio japonês, o que reforçou a sensação de cotidiano realista que precede o horror.
- Creepy marcou a primeira colaboração entre Kurosawa e o roteirista Hiroshi Takahashi, conhecido pelos scripts de Ring e Dark Water.
Perguntas frequentes
Creepy é baseado em fatos reais?
Não. O roteiro é uma adaptação do romance de Marc-Yves Beauge, deslocado para o Japão, e trabalha com ficção pura, embora dialogue com casos reais de desaparecimentos.
Creepy tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com cartelas finais convencionais, sem cenas extras depois dos créditos.
Creepy é terror ou suspense?
Suspense com elementos de horror psicológico. A violência é rara, e o medo vem mais da sugestão, do enquadramento e do silêncio do que de sustos tradicionais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Kiyoshi Kurosawa e do suspense japonês contemplativo, como Ring - O Chamado e Antes que tudo desapareça.
- Quem curte dramas investigativos sobre crimes de fachada, vizinhos estranhos e pequenas comunidades que escondem segredos.
- Espectadores que apreciam atuações densas e desconfortáveis, especialmente papéis de vilões humanos em Samurai X ou Vidas ao Vento.
Título original: Creepy
País de origem: Japão
Data do lançamento: 17/11/2016
Diretor: Kiyoshi Kurosawa
Principais atores: