Veja o trailer do filme Corrente do Mal

Corrente do Mal

Corrente do Mal

14 Terror Ficção Duração: 1h 41min

O que é Corrente do Mal

Jay tem dezenove anos e curte o outono no subúrbio de Detroit com a irmã e os amigos de escola. Tudo muda depois da primeira noite com Hugh, o novo namorado.

Ele a amarra numa cadeira e explica, com calma absurda, que ela acabou de herdar algo. Uma entidade agora anda atrás dela, em qualquer velocidade, em qualquer forma. Se a alcançar, morre. Se Jay morrer, a coisa pula para outra pessoa.

A regra é simples, mas a execução do terror é genial: David Robert Mitchell transforma a maldição sexual adolescente em um pesadelo suburbano cheio de subúrbios vazios, piscinas abandonadas e varandas ensolaradas. Nada ali parece ameaçador, e é exatamente isso que assusta.

Quando estreou e por que ainda importa

Corrente do Mal chegou aos cinemas brasileiros em 2014, depois de circular pelo Festival de Cannes de 2014, na Semana da Crítica, onde a crítica europeia tratou o filme como o grande susto indie do ano.

De lá pra cá, virou referência obrigatória do terror moderno, citado em listas ao lado de O homem nas trevas e relançado em cópias restauradas para quem quer entender a renovação do gênero.

O resultado prático: Maika Monroe virou a nova scream queen da sua geração e Hollywood passou a copiar a fórmula de Mitchell — maldição sexual, adolescentes deslocados e vilões que andam devagar, mas nunca param.

Vale o ingresso?

O ponto alto é a tensão constante. Mitchell usa a câmera de John Carpenter e trilha de Disasterpeace para transformar o subúrbio americano em território hostil. Você nunca sabe quem é a criatura. Não há jump scares baratos, só a certeza clínica de que algo está vindo.

O ponto fraco é o segundo ato. O roteiro gasta energia demais explicando a regra e pouco em aprofundar os personagens secundários, especialmente os amigos de Jay. Algumas soluções plot-holes incomodam quem pensa demais.

No fim, é terror adulto sobre solidão, sexo e inevitabilidade. Funciona melhor como experiência sensorial do que como quebra-cabeça lógico.

Curiosidades de bastidor

  • A ideia nasceu de um pesadelo recorrente do diretor David Robert Mitchell quando ele era adolescente nos subúrbios de Michigan.
  • A trilha sonora foi composta por Rich Vreeland, o Disasterpeace, usando sintetizadores analógicos que evocam John Carpenter e Tangerine Dream.
  • A criatura é sempre interpretada por pessoas comuns — amigos da equipe, figurantes sem formação de ator — para tirar qualquer glamour do monstro.

Perguntas frequentes

Corrente do Mal tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma seca, com um último plano perturbador que dispensa cenas extras.

Corrente do Mal é terror sobrenatural ou sci-fi?

Os dois. Mitchell nunca explica se a entidade é demônio, vírus ou entidade extradimensional — o que reforça a leitura como ficção de horror.

Corrente do Mal tem continuação?

Não oficialmente. Mitchell recusou sequências e mantém a história fechada, apesar do final deixar brechas propositais para interpretações.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de terror de atmosfera que odeiam jump scares vazios e preferem o medo que mora na sugestão.
  • Quem curte ficção científica disfarçada de horror, tipo O homem nas trevas, com regras próprias e metáfora social no fundo.
  • Cinéfilos obcecados pela filmografia de Carpenter, Spielberg e pelos subúrbios sinistro do cinema americano dos anos 80.

Título original: It Follows

País de origem: Estados Unidos

Data do lançamento: 31/12/2013

Distribuidora: California Filmes

Diretor: David Robert Mitchell

Principais atores: