Contos Paralelos
Sobre o que é o filme
Contos Paralelos mergulha na vida de Sylvie, uma escritora francesa interpretada por Isabelle Huppert que está em crise criativa. Sem conseguir escrever, ela passa os dias grudada à janela do seu apartamento parisiense, espionando os vizinhos do prédio em frente.
A rotina alheia vira material literário. Mas a situação escorrega quando ela contrata Adam, um jovem ajudante vivido por Adam Bessa, para cuidar das tarefas do dia a dia. A partir daí, a fronteira entre observar e manipular se dissolve, e o que era ficção começa a ganhar consequências reais.
É um drama sobre escrita, voyeurismo e os limites éticos da arte, assinado pelo iraniano Asghar Farhadi.
Estreia e contexto
A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 31 de dezembro de 2025, um dos últimos lançamentos do calendário nacional. A distribuição é da Imovision, tradicional casa de cinema de arte no país.
É o primeiro trabalho de Farhadi rodado integralmente em Paris e falado em francês, um passo curioso para um diretor iraniano acostumado a filmar em Teerã. Huppert, que já tinha brilhado no anterior Um Herói (2021) em pequena participação, aqui assume pela primeira vez um papel principal na filmografia dele.
O título original, Histoires parallèles, dialoga com a estrutura do filme: várias linhas narrativas acontecendo ao mesmo tempo, entre o prédio de Sylvie e a vida que ela inventa a partir dos outros.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Isabelle Huppert em estado de graça, entregando aquela contenção calculada que só ela sabe fazer. Farhadi dirige um elenco estelar com precisão, extraindo performances contidas de Vincent Cassel, Virginie Efira e Catherine Deneuve.
Ponto fraco: o ritmo é denso e pede paciência. Quem espera reviravoltas no estilo de Separação ou O Apartamento pode achar a segunda metade mais observacional do que catártica.
No fim, é um filme sobre como observar o outro é, em si, um ato de poder.
Curiosidades
- É a primeira vez que Farhadi dirige um longa-metragem inteiro em Paris e em língua francesa.
- O título original, Histoires parallèles, remete tanto às várias linhas narrativas quanto à relação entre ficção e realidade construída pela protagonista.
- Reunir Huppert, Cassel, Efira, Niney e Deneuve em um único filme é um evento raro, mesmo para o cinema francês.
Perguntas frequentes
Contos Paralelos tem cena pós-créditos?
Não há informação confirmada sobre cena pós-créditos. O longa tem 141 minutos de duração e mantém o estilo contemplativo típico de Farhadi até o fim.
É o novo filme de Asghar Farhadi?
Sim. Contos Paralelos é o trabalho mais recente do diretor, vencedor do Oscar por Separação (2011) e O Apartamento (2016).
Qual é a classificação indicativa?
O filme tem classificação 14 anos, recomendada para adolescentes e adultos. A discussão ética sobre manipulação e privacidade exige alguma maturidade do espectador.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema europeu de arte e dramas éticos à europeia, especialmente seguidores de Farhadi.
- Admiradores de Isabelle Huppert dispostos a acompanhar uma protagonista difícil, ambígua e nada simpática.
- Leitores interessados em bastidores da escrita, processo criativo e os bastidores éticos de transformar vidas reais em ficção.
Título original: Histoires parallèles
País de origem: França
Data do lançamento: 31/12/2025
Distribuidora: Imovision
Diretor: Asghar Farhadi
Principais atores: