Veja o trailer do filme Condado Macabro
O que é Condado Macabro
Cinco jovens alugam uma casa no interior. O que era para ser uma temporada tranquila vira o palco de uma chacina sangrenta, com marcas de violência que ninguém consegue explicar logo de cara.
No meio da cena do crime, a polícia encontra um palhaço coberto de sangue, mas sem nenhuma arma ou evidência conclusiva contra ele. Sem provas para prendê-lo, o investigador da cidade precisa ouvir o que o suspeito tem a dizer, mesmo desconfiando de cada palavra.
Dirigido por Marcos DeBrito e André de Campos Mello, o filme usa o mote do palhaço suspeito para costurar um suspense investigativo em vez de apostar em sustos gratuitos. É terror brasileiro com cara de quem prefere clima a carnificina.
Quando estreou e o que aconteceu depois
Condado Macabro chegou aos cinemas brasileiros em 12 de novembro de 2015, com distribuição da Elite Filmes, emplacando nas telas de terror nacional em um período em que o gênero começava a ganhar mais espaço no circuito comercial.
Apesar da campanha discreta, o longa encontrou seu público entre fãs de suspense atmosférico e ajudou a巩固 a presença de títulos de horror de baixo orçamento no circuito exibidor. Hoje é lembrado como um daqueles filmes de sessão da madrugada que rendem debates em fóruns de cinema de gênero, citado ao lado de produções como As Almas Que Dançam no Escuro e O Diabo na Rua no Meio do Redemunho quando o assunto é suspense made in Brazil.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o clima de mistério em torno do palhaço funciona. O longa sabe dosar a informação, deixando o espectador tão perdido quanto o delegado, e a interpretação de Leonardo Miggiorin sustenta o jogo de gato e rato com o investigador.
Há também uma direção de arte caprichada na casa, que vira personagem silencioso e ajuda a montar a sensação de que algo muito errado aconteceu ali.
Ponto fraco: o ritmo é irregular. Quem espera terror no estilo pancadaria vai se frustrar, porque a violência aparece de forma contada, nunca mostrada em detalhes. Algumas cenas explicativas pesam e quebram o suspense construído até ali.
Curiosidades de bastidor
- A casa onde se passa a chacina foi construída em estúdio, o que deu liberdade total para a direção de arte marcar suor, sangue e marcas de violência sem limitação de locação real.
- O longa foi rodado na região serrana do Rio de Janeiro, aproveitando o clima úmido e nebuloso para reforçar o tom de mistério sem precisar de efeitos digitais.
- A maquiagem do palhaço passou por mais de cinco testes até chegar ao visual final, com o objetivo de parecer suja e verossímil, não caricata.
Perguntas frequentes
Condado Macabro é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficcional, embora se inspire em casos de assassininos em série que envolvem casas de veraneio e assassininos com aparência de palhaço, um arquétipo clássico do horror.
Condado Macabro tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos relevante. O encerramento da narrativa acontece antes dos créditos finais, então dá para levantar do sofá sem esperar a piscadinha final.
Condado Macabro é muito violento?
A violência é mais sugerida do que mostrada. O longa trabalha com sangue, marcas e insinuações, sem gore pesado. É tenso, mas não é um splatter.
Pra quem é este filme:
- Fãs de suspense investigativo e filmes de mistério, estilo quem curte whodunit com viés brasileiro.
- Quem acompanha o cenário de terror nacional independente e quer ver títulos como Colegas e As Almas Que Dançam no Escuro.
- Apostadores de palhaço sinistro, subgênero que atravessa de It - A Coisa a produções independentes, e que aqui ganha sotaque tupiniquim.
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 12/11/2015
Distribuidora: Elite Filmes
Diretor: Marcos DeBrito, André de Campos Mello
Principais atores: