Veja o trailer do filme Clube Tristeza
Clube Tristeza
Do que se trata Clube Tristeza
Dois irmãos. Um funeral. E uma suposta irmã que ninguém conhecia. Clube Tristeza coloca a família em modo de colapso logo no primeiro ato.
Léon é o mais pragmático, já Bruno carrega o corpo por dentro há anos. Os dois se encontram no crematório do pai, um sujeito que ninguém sentirá falta — e essa é, talvez, a parte mais honesta do filme.
Aí aparece Chloe, de cabelo bagunçado e fala mansa, dizendo que também é filha do falecido. Aí o comédia dramática vira um campo minado sobre paternidade, culpa e o que a gente herda sem querer.
Dirigido por Vincent Mariette, o longa aposta em humor seco, silêncios desconfortáveis e no tipo de humor que só o cinema francês sabe fazer sem soar forçado.
Estreia e contexto
Clube Tristeza chegou aos cinemas brasileiros em 31 de dezembro de 2014, num lançamento discreto, típico das produções europeias que dependem de circuito alternativo e crítica especializada para encontrar público.
É um filme pequeno: orçamento enxuto, 90 minutos de duração e elenco formado por nomes fortes do cinema francês independente. Ludivine Sagnier, Vincent Macaigne e Laurent Lafitte sustentam a tríade central com intimidade de quem já trabalhou em projetos autorais antes.
Por aqui, virou referência para quem curte o filão de dramas familiares com humor negro — ao lado de títulos como Os Belos Dias e Relacionamento à Francesa.
Não ganhou Oscar nem Palme d'Or, mas circulou por festivais como mostra do que o cinema francês faz de melhor: desconstruir a família com bisturi, sem melodrama.
Vale o ingresso?
Ponto alto: O trio central funciona como um relógio. Lafitte traz cinismo contido, Macaigne faz o caos emocional e Sagnier entra como a bomba-relógio da história.
Os diálogos têm timing afiado, com direito a piadas internas sobre a podridão moral do patriarca morto.
Ponto fraco: O ritmo é irregular. O segundo ato perde fôlego, e algumas cenas no crematório se alongam além do necessário.
Quem espera comédia tradicional vai estranhar: aqui o humor nasce do desconforto, não de piadas prontas.
Curiosidades
- O diretor Vincent Mariette também é crítico de cinema, o que explica a construção milimétrica dos diálogos.
- Vincent Macaigne e Laurent Lafitte nunca tinham trabalhado juntos antes, mas a química em cena parece de anos de parceria.
- As cenas no crematório foram gravadas em locação real na região de Paris, com funcionários do local como figurantes.
Perguntas frequentes
Clube Tristeza é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficção original de Vincent Mariette, mas se inspira em casos reais de testamentos contestados e revelações familiares tardias comuns na França.
Qual é a classificação etária?
16 anos, por causa de humor com teor sexual, referências a álcool e algumas cenas no crematório que podem incomodar.
Clube Tristeza tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos, com um corte seco que deixa a interpretação aberta para o espectador.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Vincent Macaigne que curtem ver o ator em papéis mais dramáticos do que o habitual.
- Espectadores que consomem cinema francês autoral fora do circuito comercial, tipo Os Belos Dias e ELLE.
- Público que gosta de humor negro sobre família, luto e segredos de paternidade.
Título original: Tristesse club
País de origem: França
Data do lançamento: 31/12/2014
Diretor: Vincent Mariette
Principais atores: