Veja o trailer do filme Cirque du Freak: O Aprendiz de Vampiro

Cirque du Freak: O Aprendiz de Vampiro

Cirque du Freak: O Aprendiz de Vampiro

O que é Cirque du Freak: O Aprendiz de Vampiro

Darren é um adolescente certinho, o tipo de filho que os pais exibem pros vizinhos. O melhor amigo dele, Steve, é o oposto: metido a encrenqueiro e obcecado pelo mundo dos vampiros.

Os dois vão parar no Cirque du Freak, um circo de horrores que aparece do nada na cidade. É lá que Darren cruza o caminho de Larten Crepsley, um vampiro interpretado por John C. Reilly.

Sem spoiler: Darren vira meio-vampiro. A partir daí entra num mundo de criaturas esquisitas, aprendizados forçados e escolhas que não têm volta. A premissa vem da série de livros de Darren Shan, que fez bastante barulho nos anos 2000.

O diretor Paul Weitz mistura aventura, ação e fantasia sombria, mas com cara de produção feita pra fisgar o público pré-adolescente.

Quando estreou e por que ninguém lembra

Chegou aos cinemas brasileiros em 13 de novembro de 2009, em meio a uma avalanche de adaptações YA como Jogos Vorazes e Crepúsculo. O timing não ajudou.

O orçamento foi de 40 milhões de dólares. A bilheteria mundial mal chegou nos 40 milhões. Para os padrões de Hollywood, isso é prejuízo.

Não ganhou nenhum prêmio relevante. As críticas foram duras: roteiro confuso, excesso de subtramas e um elenco enorme desperdiçado. Hoje é lembrado mais como uma curiosidade da carreira de Josh Hutcherson antes dele virar o Peeta de Jogos Vorazes: A esperança - O final.

Fãs dos livros ainda defendem o filme, mas o público geral quase não fala dele. Virou peça de colecionador, não de clássico.

Vale o ingresso?

Ponto alto: John C. Reilly está claramente se divertindo como Crepsley. Ele empresta carisma e timing cômico num filme que, sem ele, seria insosso.

A direção de arte do circo tem boas ideias. As criaturas têm designs criativos e a fotografia usa sombras e tons sépia pra dar peso ao universo.

Ponto fraco: O roteiro atropela tudo. São muitos personagens introduzidos às pressas, nenhum desenvolvido de verdade. A mitologia dos vampiros fica pela metade.

O tom oscila entre humor infantil e terror leve sem encontrar equilíbrio. O público-alvo fica no limbo: velho demais pra sessão da tarde, novo demais pra curtir de verdade.

Não é um desastre absoluto, mas é fácil entender por que nunca ganhou sequência.

Curiosidades de bastidores

  • A série de livros tem 12 volumes, mas o filme foi planejado como possível início de trilogia. O fracasso de bilheteria matou qualquer continuação.
  • Willem Dafoe interpreta Gavner Purl, um vampiro mentor. Foi uma das primeiras vezes que Dafoe apareceu num blockbuster juvenil pré-MCU.
  • Salma Hayek faz Madame Truska, a vidente do circo. É uma das aparições mais curtas e marcantes dela em Hollywood.

Perguntas frequentes

Cirque du Freak é baseado em livro? Sim. A série Cirque du Freak: A Saga de Darren Shan tem 12 livros escritos entre 2000 e 2011. O filme adapta os três primeiros volumes.

Tem cena pós-créditos? Não. Os créditos finais rolam direto, sem teasers ou ganchos pra continuação.

Vale a pena assistir hoje? Depende do motivo. Se for nostalgia ou curiosidade sobre Josh Hutcherson antes de Jogos Vorazes, pode render. Se for buscando uma boa adaptação de fantasia, existem opções melhores como Guardiões da Galáxia ou Kong: A Ilha da Caveira.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de fantasia adolescente dos anos 2000 que leram a saga de Darren Shan e querem ver como ficou no cinema.
  • Quem acompanha a carreira de Josh Hutcherson antes de Jogos Vorazes e curte ver onde os atores começaram.
  • Maratonistas de filmes B de vampiro que gostam de comparar adaptações de livros cults.