Veja o trailer do filme Cine Vista 2016 - Perdido em Marte
Cine Vista 2016 - Perdido em Marte
O astronauta que ficou em Marte
Mark Watney é engenheiro e botânico. Uma tempestade em Marte força a evacuação da missão Ares 3, e ele é dado como morto. A tripulação parte sem ele.
Watney acorda sozinho, ferido, com comida para meses e uma comunicação interrompida. O que se segue é um exercício de sobrevivência pragmático: cultivar batatas em solo marciano, racionar água e improvisar um sinal de rádio com peças de equipamentos antigos.
O filme equilibra a solidão científica de Watney com a correria burocrática da NASA em Houston e a culpa da tripulação a caminho da Terra. As três linhas narrativas se entrelaçam com precisão de relógio.
De fracasso de público a clássico moderno
Perdido em Marte estreou em 2 de outubro de 2015 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil pouco depois. O custo de produção girou em torno de 108 milhões de dólares, e a bilheteria inicial decepcionou a Fox.
Aconteceu um fenômeno raro: o boca a boca positivo transformou a campanha de marketing. O longa ganhou força nas semanas seguintes e fechou com mais de 630 milhões de dólares no mundo.
Foi indicado a sete categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator (Matt Damon) e Melhor Roteiro Adaptado (Drew Goddard), mas não levou nenhuma estatueta. Levou o Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia ou Musical e dois prêmios técnicos no BAFTA.
Hoje é citado como referência obrigatória em qualquer lista de ficção científica hard, dividindo espaço com 2001, Interestelar e Solaris nas prateleiras dos fãs do gênero.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Matt Damon carrega o filme com uma performance contida, engraçada nos momentos certos e emocionalmente crua quando precisa. O roteiro de Drew Goddard adapta o livro de Andy Weir com fidelidade científica sem virar aula chata.
Ponto fraco: O terço final aposta em soluções convencionais de blockbuster espacial. A tensão cai quando a NASA entra em modo Hollywood e o tom realista dá lugar a reviravoltas operísticas. Quem busca ação explosiva pode sair frustrado.
No saldo geral, é um filme inteligente, tenso e surpreendentemente divertido para falar tanto sobre batatas e química.
Curiosidades de bastidor
- O autor Andy Weir escreveu o romance de forma serializada no site próprio, capítulo por capítulo, antes de qualquer editora publicar. O interesse só explodiu quando o livro virou bestseller no Kindle.
- Matt Damon gravou boa parte das cenas sozinho em um set simulando Marte. O diretor Ridley Scott monitorava tudo por vídeo, reforçando o isolamento do personagem.
- A NASA consultou a produção para validar os cálculos de Watney sobre água, oxigênio e cultivo de batatas. Vários procedimentos mostrados no filme são teoricamente viáveis.
Perguntas frequentes
Perdido em Marte é baseado em fatos reais?
Não. É baseado no romance de Andy Weir, que pesquisou conceitos reais da NASA e da química, mas a história é ficção.
Quantas indicações ao Oscar o filme teve?
Sete, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado. Não venceu nenhuma.
Tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com uma resolução clara logo após os créditos principais.
Perdido em Marte 2 vai sair?
Até o momento, não há produção confirmada. O autor Andy Weir escreveu o conto The Martian: Bring Him Home, mas sem adaptação para cinema anunciada.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ficção científica hard: quem curte precisão científica, problemas reais resolvidos com criatividade e revê Interestelar com prazer.
- Apaixonados por sobrevivência extrema: leitores de Castaway, Alive e 127 Horas, que gostam de ver o ser humano empurrado ao limite com poucos recursos.
- Admiradores de Ridley Scott: quem acompanha a carreira do diretor e quer ver um trabalho mais controlado depois de Prometheus.