Veja o trailer do filme Cien años de perdón
O que é Cien años de perdón?
Em uma manhã de chuva pesada em Valência, seis homens invadem um banco. Máscaras de plástico cobrem os rostos, mas não o suficiente: o suor escorre, o medo aparece e a tensão explode rápido.
Dirigido por Daniel Calparsoro, o filme constrói um assalto em tempo real, com câmera colada nos reféns, nos bandidos e nos corredores do banco. O gênero se divide entre policial e suspense, sem espaço para humor ou alívio.
O roteiro explora o que acontece quando um grupo de assaltantes fecha a porta atrás de si: a adrenalina vira paranoia, a liderança racha e a negociação com a polícia transforma tudo em um jogo de blefe sujo. Não é um filme sobre o que se leva do cofre, mas sobre o que sobra depois.
Estréia e legado
Cien años de perdón estreou em 2016 como parte da produção mais autoral do cinema policial espanhol. O longa se insere na linhagem de filmes de assalto claustrofóbicos que a Espanha vinha produzindo, com Luis Tosar já consolidado como referência do gênero.
Calparsoro usou o filme como laboratório para um estilo mais econômico, com cortes curtos e pouco diálogo, antecipando o que mostraria em projetos posteriores. Comparações inevitáveis surgem com Cela 211 (2010), do mesmo circuito, mas aqui a violência é mais seca, menos política.
É um título de cult entre fãs de suspense europeu, lembrado pela eficiência da direção e pelo elenco hispano-argentino bem afinado.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a tensão é real. A escolha de mostrar o assalto quase em tempo real, sem flashbacks explicativos, transforma cada minuto em pressão. O elenco entrega, especialmente Luis Tosar e Rodrigo De La Serna.
Ponto fraco: o roteiro aposta em uma reviravolta que mais confunde do que surpreende, e alguns personagens secundários somem sem deixar rastro emocional. Falta densidade em quem está do lado de fora do banco.
Não é um filme para quem busca drama ou crítica social. É entretenimento de gênero, cru e funcional.
Curiosidades
- O filme foi rodado em locações reais em Valência, com equipe de produção reduzida para manter a sensação de claustrofobia.
- Luis Tosar e Daniel Calparsoro já tinham trabalhado juntos em Cela 211 (2010), referência inevitável do policial espanhol.
- As máscaras de plástico foram criadas especialmente para a produção, inspiradas em filmes de assalto coreanos dos anos 2000.
Perguntas frequentes
Cien años de perdón tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma seca, sem teasers extras após os créditos.
É baseado em fatos reais?
Não. A história é ficcional, embora use a estrutura clássica de assaltos reais a bancos espanhóis como referência de ritmo e procedimento.
Qual a duração do filme?
101 minutos, o que torna o longa ideal para quem quer um suspense objetivo, sem enrolação.
Pra quem é este filme:
- Fãs de thriller de assalto objetivo, estilo Fim de Turno ou Assalto ao Banco Central.
- Quem curte cinema policial espanhol e quer conhecer o trabalho de Daniel Calparsoro fora do circuito hollywoodiano.
- Espectadores que gostam de tensão claustrofóbica, clima pesado e elenco masculino duelando em um único ambiente.