Carmen

Carmen: a ópera na tela

A obra-prima de Georges Bizet ganha nova montagem em quatro atos, registrada para cinema com a Orquestra, Coro e Coro Infantil da Ópera de Lyon sob a batuta do maestro Stefano Montanari.

Olivier Py assina a direção cênica desta produção que dialoga com a tradição da ópera europeia e integra a série Ópera na tela, exibida no cinema do IMS Paulista toda quarta-feira.

Para quem curte o gênero drama musical e as grandes vozes do repertório lírico, a sessão funciona como um atalho para plateias que não chegaram a viajar até Lyon.

Quando estreou e por que importa

A ópera Carmen foi originalmente apresentada na Opéra-Comique de Paris, em 1875, e marcou a história do gênero ao fracassar de público na estreia, apenas para virar fenômeno logo nos meses seguintes.

Hoje, a obra é um dos títulos mais encenados no mundo, e a montagem de Olivier Py integra a série Ópera na tela organizada pela Bonfilm Audiovisual, com filmagens vindas de casas como Ópera de Paris, Alla Scala, Liceu de Madri, La Fenice e festivais de Salzburg, Aix-en-Provence e Baden-Baden.

A temporada começou com Aída e Don Giovanni e segue até junho com Os pescadores de pérolas, Os Capuleto e os Montéquio, Alceste e A noiva do Czar.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o registro cinematográfico respeita a récita completa, com enquadramentos que valorizam solistas, coro e a resposta da orquestra nos momentos de tensão entre Carmen e Don José.

A leitura de Py costuma apostar em figurinos e cenários que modernizam o texto sem descaracterizar a partitura.

Ponto fraco: quem espera a dramaticidade flamenca da Carmen dos anos 80 com Carlos Saura e Antonio Gades — como no clássico Jota: para além do flamenco — pode estranhar a frieza teatral desta montagem francesa.

O ritmo de quatro atos pede paciência de espectador de ópera e não de cinema convencional.

Curiosidades

  • Olivier Py já dirigiu óperas na Bastilha, em Salzburg e em Bayreuth, e costuma atualizar clássicos com cenários despojados e figurinos contemporâneos.
  • A Ópera de Lyon é referência em gravações ao vivo desde os anos 1990, com foco em montagens híbridas entre cinema e palco.
  • A série Ópera na tela estreou com Aída de Verdi e Don Giovanni de Mozart, justamente dois títulos-âncora do repertório italiano.

Perguntas frequentes

Carmen 2024 é filme ou ópera?

É a filmagem de uma montagem operística em quatro atos de Georges Bizet, exibida em cinema como parte da série Ópera na tela, com direção cênica de Olivier Py e direção musical de Stefano Montanari.

Onde está passando Carmen da Ópera de Lyon?

A récita integra a programação do cinema do IMS, exibida às quartas-feiras dentro da temporada Ópera na tela organizada pela Bonfilm Audiovisual.

A sessão tem legenda em português?

A série Ópera na tela costuma oferecer sessões legendadas, mas vale consultar a programação local do IMS para confirmar o idioma da legenda desta récita específica.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ópera filmada: acompanham séries como Metropolitan Opera Live e encenações europeias transmitidas em cinema.
  • Leitores de história da música: conhecem o impacto de Bizet e querem comparar montagens contemporâneas.
  • Quem descobriu o flamenco no cinema: veio de Paco de Lucía, Saura e Gades e quer ver a raiz espanhola do mito de Carmen.