Veja o trailer do filme Bye Bye Alemanha
Sobre o que é Bye Bye Alemanha
Frankfurt, 1946. A Segunda Guerra acabou há pouco, e a cidade ainda cheira a cinzas. Nesse cenário cinzento, David Berman e seus seis amigos — todos judeus sobreviventes do Holocausto — dividem um objetivo claro: sair da Alemanha o mais rápido possível.
O destino sonhado são os Estados Unidos. O problema é o de sempre: falta dinheiro. A solução que encontram é tão improvável quanto eloquente sobre os tempos bizarros do pós-guerra — montar um negócio de venda de lingeries para mulheres alemãs.
Dirigido por Sam Garbarski, o longa mistura drama, comédia ácida e um pano de fundo de guerra para discutir culpa, trauma e a estranha capacidade humana de recomeçar vendendo sutiãs.
Estreia e legado
Bye Bye Alemanha chegou aos cinemas brasileiros em 24 de agosto de 2017, com distribuição da Mares Filmes. É uma coprodução entre Alemanha e Inglaterra, com 102 minutos de duração e classificação indicativa de 14 anos.
Originalmente lançado como Es War Einmal in Deutschland, o filme não concorreu ao Oscar, mas circulou por festivais europeus, com boas críticas pelo tom original e pelo elenco — em especial Moritz Bleibtreu, astro de O Homem de Aço (versão europeia).
Hoje é lembrado como um título de nicho, daqueles que frequentam listas de "filmes de guerra fora do óbvio". Não é um blockbuster, mas conquista quem topa um humor desconfortável sobre temas densos.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o roteiro tem coragem. Em vez de um dramalhão sobre o Holocausto, opta por um humor negro quase provocativo — o tipo que faz o espectador rir e logo se sentir culpado por isso.
As atuações de Moritz Bleibtreu e Antje Traue (você não pode ler isto) dão vida a um grupo de sobreviventes que se recusa a ser coitado.
Ponto fraco: o segundo ato perde fôlego. Algumas subtramas, como o romance de David, parecem encher linguiça, e o desfecho agride a expectativa de quem quer uma conclusão redonda.
Não é um filme para todo mundo. Mas, para o público certo, é uma grata surpresa — daquelas que não aparecem em blockbusters de guerra como Guerra Mundial Z.
Curiosidades
- O título original, Es War Einmal in Deutschland, faz uma referência direta ao famoso "Era uma vez na América", só que invertido — desta vez, a história começa na Alemanha.
- Moritz Bleibtreu interpreta o protagonista David Berman, mesmo nome do falecido marido de Barbara Streisand — coincidência que rendeu piadas em festivais.
- A ideia de vender lingeries para alemãs no pós-guerra foi inspirada em histórias reais de comerciantes judeus que precisaram se reinventar para sobreviver à ruína econômica da Alemanha em 1946.
Perguntas frequentes
Bye Bye Alemanha é baseado em fatos reais?
Não é uma biografia, mas o roteiro se inspirou em relatos de sobreviventes judeus que, no pós-guerra, precisaram encontrar meios criativos — e às vezes humilhantes — para emigrar da Europa rumo aos Estados Unidos.
Qual é a classificação indicativa de Bye Bye Alemanha?
O filme tem classificação indicativa de 14 anos no Brasil, por lidar com temas sensíveis como Holocausto, guerra e nudez leve em algumas cenas de venda de lingeries.
Bye Bye Alemanha tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma definitiva antes dos créditos finais, sem nenhum teaser ou cena extra.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas históricos europeus com humor incômodo, à moda de Aki Kaurismäki.
- Quem gosta de filmes de pós-guerra fora do padrão hollywoodiano, sem mocinhos de capa como em O Sétimo Filho.
- Espectadores que curtem tramas de golpes e pequenos crimes, no espírito de A Dama Dourada.
Título original: Es War Einmal in Deutschland
País de origem: Alemanha, Inglaterra
Data do lançamento: 24/08/2017
Distribuidora: Mares Filmes
Diretor: Sam Garbarski
Principais atores: