Veja o trailer do filme BURDEN

BURDEN

BURDEN

Sobre o que é Burden

Burden acompanha 45 anos de trabalho do artista americano Chris Burden, um dos nomes mais radicais da performance art do século XX.

A narrativa começa nos anos 1970, quando Burden transformava seu próprio corpo em material de obra, e vai até seus projetos com máquinas e instalações de grande escala.

O documentário usa vídeos de arquivo, áudios e entrevistas para reconstruir a lógica por trás de performances como Shoot, em que levou um tiro no braço, e Trans-fixed, no qual foi crucificado na traseira de um Volkswagen Fusca em plena rua de Los Angeles.

O recorte é duplo: olhar para as criações e, ao mesmo tempo, para o homem que assinava cada uma delas, sem cair em homenagem ufanista.

Estreia e legado

Burden estreou no circuito de festivais em 2016, com passagem por Tribeca e pelo museu de arte contemporânea de Los Angeles (MOCA), que mantém boa parte do acervo do artista.

Chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, em circuito limitado voltado ao público de documentário e biografia artística.

O filme funciona quase como uma extensão do legado de Burden, que morreu em maio de 2015, meses antes do lançamento.

É lembrado hoje como um dos registros mais completos da arte de risco praticada na Costa Oeste americana, citada em cursos de história da arte contemporânea.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a curadoria de imagens de arquivo é rara, com cenas reais das performances que circularam pouco fora de museus.

Os depoimentos de artistas que conviveram com Burden, como Forest Whitaker em aparição breve, ajudam a dimensionar o impacto das obras no circuito.

Ponto fraco: falta contexto histórico mais amplo sobre o momento político dos EUA nos anos 1970, período em que a maioria das performances aconteceu.

Quem busca uma cinebiografia convencional, com dramas pessoais e reviravoltas, pode achar o ritmo monástico.

Curiosidades

  • O documentário inclui imagens do último dia de filmagem de Chris Burden em seu estúdio de Topanga Canyon, gravadas pouco antes de sua morte em 2015.
  • A performance Trans-fixed, com Burden crucificado em um Fusca, foi recriada em escala real durante a produção como recurso narrativo.
  • Os diretores Timothy Marrinan e Richard Dewey tiveram acesso ao acervo pessoal do artista, incluindo diários em áudio nunca antes publicados.

Perguntas frequentes

Burden é um documentário sobre o ator Chris Burden?

Não. O filme retrata a vida e a obra do artista plástico e performático Chris Burden, figura central da arte conceitual americana dos anos 1970.

O documentário mostra as performances completas?

Mostra fragmentos das performances, com ênfase em Shoot e Trans-fixed, além de materiais de bastidores e depoimentos.

Burden tem relação com o filme de 2018 com Garrett Hedlund?

São projetos diferentes. O longa de 2018, também chamado Burden, é uma dramatização sobre o caso KKK de Laurens, com Garrett Hedlund e Forest Whitaker no elenco. Este documentário é exclusivo sobre o artista Chris Burden.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de arte contemporânea e body art que querem entender o método de Chris Burden fora de livros didáticos.
  • Estudantes e curiosos sobre a cena de performance de Los Angeles nos anos 1970 e 1980.
  • Público que já viu Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e gosta de documentários que cruzam cinema e arte conceitual.