Veja o trailer do filme Breakin'

Breakin'

Do estúdio de jazz para o asfalto: a premissa

Kelly é uma dançarina de jazz disciplinada que tropeça num movimento que não tem nada a ver com espelho e sapatilha: o break de rua. A atração é imediata.

Ao lado de Turbo, dançarino magnético do asfalto, ela monta um trio com Ozone, formando um grupo que mistura técnica de palco com energia de calçada. O plano é levar essa mistura até a grande competição da cidade.

Para quem gosta de musical com pegada街头, Breakin' é uma das portas de entrada mais acessíveis do gênero, e segue rendendo reprises em mostras de cinema retrô.

Estréia, legado e a explosão de 84

Breakin' chegou aos cinemas norte-americanos em 4 de maio de 1984, produzido pela Cannon Films com orçamento baixo. Custou cerca de 1,2 milhão de dólares e faturou quase 40 milhões no mundo, números que explicam a sequência Breakin' 2: Electric Boogaloo lançada no mesmo ano.

O longa ajudou a transformar o break num fenômeno pop global, sincronizou passos com a chegada do hip hop à MTV e abriu portas para Ice-T e Jean-Claude Van Damme, hoje nomes gigantes, mas que aqui apareciam em pontas quase invisíveis.

Hoje é lembrado como peça de arquivo da cultura pop dos anos 80, citado em clipes, videoclipes e documentários sobre a era dourada do break.

Vale o ingresso?

Ponto alto: as coreografias. Os números de break são reais, sem dublê, e a energia de Adolfo "Shabba-Doo" Quinones rouba a tela sempre que aparece. O filme respira suor e improviso.

Ponto alto: a trilha sonora colada no zeitgeist da época, com direito a cena antológica de Kelly dançando no terraço com fones de ouvido enquanto a cidade acorda.

Ponto fraco: a história de amor é previsível e o arco dramático entre Kelly e o namorado controlador não convence, funcionando como desculpa para encaixar mais números de dança.

Ponto fraco: algumas cenas de diálogo têm a encenação rígida típica de produções rápidas da Cannon, e o ritmo oscila entre o elétrico e o parado.

  • Ice-T aparece como artista de rua ainda no início da carreira, antes de fundar o Body Count e virar referência do rap nacional.
  • Jean-Claude Van Damme faz uma ponta mirim como dançarino mirim em uma das cenas, registro raro do astro antes do estrelato em ação.
  • As filmagens usaram locações reais de Los Angeles, e a cena do terraço virou ícone visual replicado em dezenas de clipes e tributos nos anos seguintes.

Breakin' é bom ou ruim? É um filme diversão honesta, com coreografias ótimas e atuações medianas. Funciona bem como cápsula do tempo dos anos 80, sem pretensão de drama sério.

Breakin' tem cena pós-créditos? Não, o longa termina com a performance final do grupo, sem teaser extra depois dos créditos.

Qual a duração de Breakin'? São 90 minutos, ritmo ágil que combina com sessões curtas, e é ideal para quem quer uma comédia musical sem compromisso.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema dos anos 80 interessados em como o comédia musical da época traduzia a cultura de rua para as telas.
  • Praticantes e admiradores de breakdance, popping e lock que procuram registros fundadores do gênero na mídia.
  • Curiosos pela carreira inicial de Ice-T e Jean-Claude Van Damme antes da fama.