Veja o trailer do filme Boy Erased
Boy Erased
Sobre o que é Boy Erased
Em uma cidade conservadora do Arkansas, Garrard tem 19 anos, é gay e filho de um pastor batista. Quando a verdade vem à tona, a família impõe uma escolha dura: entrar num programa de terapia de conversão ou perder tudo.
O longa é a adaptação do memoir de Garrard Conley, dirigida por Joel Edgerton, que também vive o líder da clínica no filme.
O foco nunca é o drama escandaloso, mas o silêncio, a culpa e a negociação diária entre fé e identidade. Para quem curte drama de câmara, o longa lembra o tom introspectivo de Manchester à beira-mar.
Estreia e legado
Boy Erased chegou aos cinemas brasileiros em 31 de outubro de 2018, após passagem por festivais como Telluride e Toronto, onde ganhou tração crítica imediata.
Apesar da campanha promocional discreta, o filme conquistou duas indicações ao Globo de Ouro: melhor atriz coadjuvante de Nicole Kidman e melhor canção original, com “Revelation” de Troye Sivan e Jónsi.
Em 2018, o longa se tornou referência em discussões sobre a ilegalidade das terapias de conversão, sendo usado como material educativo em debates sobre saúde mental e direitos civis nos Estados Unidos e no Brasil.
Hoje, é lembrado como um dos retratos mais sóbrios do tema no cinema recente.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o trio central funciona muito bem. Lucas Hedges segura a ambiguidade do protagonista com maturidade impressionante para a idade, e Nicole Kidman finalmente ganha material à altura, construindo a mãe como alguém em conflito real, não como vilã caricata.
A direção contida de Joel Edgerton aposta em close-ups e silêncios desconfortáveis, evitando o tom panfletário.
Ponto fraco: o terceiro ato se apoia em soluções narrativas já vistas em dramas de superação parecidos. O ritmo é lento, e a representação dos coordenadores da clínica beira o maniqueísmo em alguns momentos, mesmo que o roteiro tente não demonizar ninguém.
Curiosidades de bastidores
- Xavier Dolan, o premiado diretor canadense, interpreta o irmão de Garrard no longa, em um dos papéis mais contidos de sua carreira.
- O baixista Flea, do Red Hot Chili Peppers, aparece como um dos coordenadores da clínica de conversão, em um papel pequeno mas marcante.
- Joel Edgerton dirigiu, coescreveu o roteiro e atuou no filme, o que rendeu comparações com o trabalho de Russell Crowe em Pais e filhas pela dedicação multiplataforma.
Perguntas frequentes sobre Boy Erased
Boy Erased é baseado em uma história real?
Sim. O filme é a adaptação do livro de memórias de Garrard Conley, que passou por um programa de terapia de conversão aos 19 anos, na mesma cidade do Arkansas onde cresceu.
Boy Erased tem cenas de violência explícita?
Não. O impacto do filme vem do psicológico, não do choque visual. Há cenas de conflito emocional intenso e algumas situações desconfortáveis na clínica, mas nada de violência gráfica.
Boy Erased vale a pena para quem não gosta de dramas religiosos?
Vale. Embora a fé seja central no conflito, o longa discute identidade, família e pressão social de forma universal, sem se limitar a um discurso teológico específico.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas familiares baseados em histórias reais, com peso emocional e ritmo introspectivo.
- Quem acompanha o trabalho de Nicole Kidman e Russell Crowe em papéis fora do mainstream de Hollywood.
- Interessados em discutir saúde mental, fé religiosa e direitos LGBTQ+ a partir de narrativas cinematográficas.
Título original: Boy Erased
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/10/2018
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Joel Edgerton
Principais atores: