Veja o trailer do filme Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América
Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América
O que é Borat e por que ele importa
Borat Sagdiyev é um jornalista do Cazaquistão que larga o país rumo aos Estados Unidos para filmar um documentário. A premissa do filme é simples: um estrangeiro com costumes absurdos interage com pessoas reais, e as reações são o combustível do humor.
O longa, escrito e estrelado por Sacha Baron Cohen, nasceu de um personagem que já fazia sucesso no Da Ali G Show e ganhou as telas com força total em 2007.
Dirigido por Larry Charles, o filme se apoia em improviso pesado e situações de emboscada para construir tanto a piada quanto a crítica social.
Para o espectador, é um convite a repensar até onde a comédia pode ir quando usa a ignorância como espelho.
Estreia, legado e impacto cultural
Borat chegou aos cinemas brasileiros em 23 de fevereiro de 2007, em meio a uma campanha de marketing viral que viralizou antes mesmo de o filme existir nas bilheterias. O personagem virou meme, apareceu em talks shows e dominou a internet da época.
O longa rendeu a Sacha Baron Cohen uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, uma raridade para uma comédia baseada em improviso.
Quase duas décadas depois, o título é lembrado como divisor de águas no humor de câmera escondida e abriu caminho para que Cohen repetisse a Dose em Bruno e em obras mais políticas como Borat 2.
Hoje, segue sendo citado em discussões sobre sátira, liberdade de expressão e os limites do humor.
Vale o ingresso?
Ponto alto: O carisma insano de Sacha Baron Cohen sustenta cenas improvisadas que parecem roteirizadas, mas não são. As reações de pessoas comuns são genuinamente chocantes e arrancam gargalhadas de verdade.
O roteiro acerta ao misturar humor físico com crítica social afiada, sem moralizar em momento algum. Quem assiste sai desconfortável, e esse é o ponto.
Ponto fraco: Parte do humor envelheceu. Algumas piadas dependem de contexto do início dos anos 2000 e perdem força para o público mais novo. O ritmo também oscila: os primeiros 30 minutos voam, mas o terceiro ato cansa um pouco.
Curiosidades dos bastidores
- Muitas pessoas nas cenas não sabiam que Borat era um personagem fictício, o que tornou as reações genuinamente reais e desconfortáveis para os envolvidos.
- O roteiro ganhou indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, algo raro para um filme baseado quase inteiramente em improviso.
- Sacha Baron Cohen ficou em personagem por meses durante as filmagens nos Estados Unidos para não ser reconhecido nas ruas.
Perguntas frequentes
Borat é um filme de verdade ou documentário?
É um falso documentário. Sacha Baron Cohen interpreta um personagem fictício, mas as pessoas com quem ele interage geralmente não sabem que se trata de um filme, o que gera reações reais.
Borat tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos finais e não há extras ou teaser escondido depois deles.
Borat é adequado para todos os públicos?
Não. O longa é recomendado para maiores de 16 anos por causa de humor com teor sexual, racial e provocações constantes que podem incomodar espectadores sensíveis.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédia de humor ácido, improviso e câmera escondida, estilo Bruno e Loucos e Perigosos.
- Quem curte sátira social com teor político, do mesmo naipe de obras críticas que comentam cultura e identidade.
- Admiradores de Sacha Baron Cohen que querem ver de onde veio o fenômeno Borat antes do revival de 2020.
Título original: Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan
País de origem: EUA
Data do lançamento: 23/02/2007
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Diretor: Larry Charles
Principais atores: