Veja o trailer do filme Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas

Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas

Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas

O que é Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas

Em 1967, Arthur Penn entregou à Warner Bros um dos filmes mais influentes do cinema americano do século XX. Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas mistura biografia, drama, romance e policial ao recountar a trajetória de Bonnie Parker e Clyde Barrow durante a Grande Depressão.

Garota entediada no Texas, Bonnie (Faye Dunaway) cruza o caminho de Clyde (Warren Beatty), ex-presidiário solto por bom comportamento, no momento em que ele tenta roubar o carro da mãe dela. Em vez de entregar o ladrão, ela se junta à fuga.

Daí em diante, o casal passa a assaltar bancos, roubar automóveis e ganhar as manchetes do sul dos EUA. O mecânico C.W. Moss (Michael J. Pollard), o irmão de Clyde, Buck (Gene Hackman), e a esposa dele, Blanche (Estelle Parsons), completam a quadrilha. A polícia, claro, também entra na história — e não com boas intenções.

Estreia e legado do filme

Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas chegou aos cinemas norte-americanos em 13 de setembro de 1967. No Brasil, a distribuição inicial também circulou no fim dos anos 60, e o título se tornou referência obrigatória nos ciclos de cinema clássico.

A produção recebeu 10 indicações ao Oscar, feito raro para a época, e venceu duas estatuetas: Melhor Atriz Coadjuvante para Estelle Parsons e Melhor Fotografia para Burnett Guffey. Também foi indicado a Melhor Filme, Diretor, Ator e Atriz.

Mais do que troféus, o longa é lembrado por ter escancarado a violência nas telas — a cena final é um choque estético — e por ter inaugurado, junto com Easy Rider, o chamado New Hollywood. A estética Nouvelle Vague, o humor nonsense e a câmera lenta em meio aos tiros viraram Manual de Cinema Moderna.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Warren Beatty e Faye Dunaway é magnética. A dupla eleva o filme a outro nível, sustentando carisma o suficiente para que o público torça por personagens moralmente condenáveis — o que, convenhamos, é a grande jogada do roteiro de David Newman e Robert Benton.

Ponto alto: a montagem de Dede Allen, especialmente no clímax, reinventou a linguagem do cinema de ação. A trilha de Foggy Mountain Breakdown sobre os disparos virou ícone pop e foi parar até em Superman - O Filme (1978).

Ponto fraco: o primeiro terço é mais expositivo, com a comédia física lembrando Jacques Tati. Pode soar lento para quem espera tiroteio desde o primeiro minuto.

Ponto fraco: a reconstituição histórica é deliberadamente estilizada — veículos e figurinos às vezes destoam do período. É escolha estética, não falha, mas vale o registro.

Curiosidades de bastidores

  • Warren Beatty comprou os direitos da história de Robert Benton e David Newman antes mesmo de eles terminarem o roteiro, apostando que o material daria um filme de impacto.
  • Gene Wilder aparece como um padre acidentado em uma das cenas mais lembradas do filme — pequena participação, marca registrada do ator.
  • A cena final foi filmada com a câmera sacolejando propositalmente para aumentar a sensação de violência; o uso de sangue falso chocou plateias e crítica na época.

Perguntas frequentes

Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas é baseado em fatos reais?

Sim. O filme reconta a trajetória do casal Bonnie Parker e Clyde Barrow, que entre 1932 e 1934 cometeu uma série de assaltos a bancos, roubos de carros e assassinatos no centro-oeste dos Estados Unidos durante a Grande Depressão.

Bonnie e Clyde ganhou Oscar?

Sim, em 1968. O longa recebeu 10 indicações e venceu duas: Melhor Atriz Coadjuvante (Estelle Parsons) e Melhor Fotografia (Burnett Guffey).

Bonnie e Clyde tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a sequência do emboscada, sem qualquer acréscimo após os créditos finais. É uma obra fechada, do início ao fim.

Pra quem é este filme:

  • Fãs do New Hollywood: quem curte o cinema americano pós-Easy Rider, Taxi Driver e Os Imperdoáveis (1992) vai reconhecer aqui a matriz do cinema de autor dos anos 70.
  • Amantes de true crime histórico: a saga real de Bonnie e Clyde, passada na Depressão, dialoga com true crimes modernos sobre fugitivos.
  • Estudiosos de linguagem cinematográfica: a edição de Dede Allen e a fotografia de Burnett Guffey são aulas práticas de como contar história com câmera e corte.

Título original: Bonnie and Clyde

País de origem: Estados Unidos

Data do lançamento: 02/03/1967

Distribuidora: Warner Bros

Diretor: Arthur Penn

Principais atores: