Veja o trailer do filme Bonitinha, mas Ordinária

Bonitinha, mas Ordinária

Bonitinha, mas Ordinária

16 Drama Duração: 1h 30min

O Filme

Em Bonitinha, mas Ordinária, Edgard é um funcionário subalterno envolvido com Ritinha, uma professora simples que sustenta a mãe e três irmãs.

Quando Peixoto, genro do patrão milionário Werneck, propõe um casamento arranjado com Maria Cecília — filha do chefe que foi abusada pela família —, Edgard hesita diante do cheque e da oportunidade de ascensão social.

O longa de Moacyr Góes adapta a peça clássica de Nelson Rodrigues, lançada originalmente em 1962, para um drama que coloca dinheiro, honra e desejo em uma equação desconfortável.

Estreia e Legado

Bonitinha, mas Ordinária chegou aos cinemas brasileiros em 24 de maio de 2013, distribuído pela California Filmes, mais de cinco décadas após a estreia da peça original nos palcos do Teatro Nacional.

A montagem dirigida por Moacyr Góes insere o texto rodrigueano em um ambiente visual de época, com figurinos e cenários que dialogam com a sociedade patriarcal do início dos anos 1960.

Apesar de não ter figurado nas principais listas de premiações nacionais, o filme ajudou a reacender o debate sobre a atualidade da obra de Nelson Rodrigues em um país onde casos de abuso e moralismo social continuam ganhando espaço no noticiário.

Vale o Ingresso?

Ponto alto: O elenco entrega atuações seguras, com João Miguel conduzindo o conflito moral do protagonista com intensidade contida e Leandra Leal dando a Ritinha uma doçura que contrasta bem com o cinismo ao redor.

Ponto alto: O roteiro preserva os diálogos afiados de Nelson Rodrigues, com frases que ainda incomodam e fazem pensar sobre hipocrisia e classe social.

Ponto fraco: A direção de Moacyr Góes aposta em uma encenação teatralizada que pode parecer lenta para quem espera um ritmo mais cinematográfico.

Ponto fraco: Alguns personagens secundários, como o de Peixoto vivido por Leon Góes, mereciam mais tempo de tela para ganharem densidade.

Curiosidades

  • A peça original de Nelson Rodrigues estreou em 1962, com direção de Bibi Ferreira, e foi considerada ousada para a época por abordar abuso e moralismo.
  • Moacyr Góes também atua no longa como Amadeu, dividindo as funções de diretor e intérprete.
  • O título Bonitinha, mas Ordinária é uma expressão popular carioca dos anos 1950 que Nelson Rodrigues ressignificou para criticar a hipocrisia da elite.

Perguntas Frequentes

Bonitinha, mas Ordinária é baseado em uma peça?

Sim. O filme é uma adaptação da peça homônima de Nelson Rodrigues, escrita em 1962, considerada uma das obras mais ácidas do dramaturgo sobre a sociedade brasileira.

Qual a duração e classificação do filme?

O longa tem 90 minutos de duração e classificação indicativa de 16 anos, por conta de temas sensíveis como abuso e linguagem adulta.

Bonitinha, mas Ordinária tem cena pós-créditos?

Não. O filme encerra sua narrativa antes dos créditos finais, sem cenas extras após a exibição do elenco e da equipe técnica.

Pra quem é este filme:

  • Fãs do teatro de Nelson Rodrigues: Quem já leu ou viu montagens de peças como A Falecida e Toda Nudez Será Castigada vai reconhecer o DNA rodrigueano nas entrelinhas.
  • Admiradores do cinema brasileiro de arte: O público que consome obras do circuito alternativo e prestigiou títulos como Cinema, Aspirinas e Urubus se identifica com a pegada autoral.
  • Interessados em dramas morais e sociais: Quem curte tramas sobre escolhas éticas, abusos de poder e crítica à burguesia encontra aqui material de sobra para refletir.