Veja o trailer do filme Blame!

Blame!

Blame!

Sobre o que é Blame!

Num futuro distante, a humanidade perdeu o controle da própria criação. Uma megaestrutura gigantesca — um edifício sem fim que se expande sozinho — engoliu cidades inteiras e reduziu os sobreviventes a pequenas tribos isoladas.

É nesse cenário opressivo que aparece Killy, um andarilho armado com uma arma gravitacional. Ele cruza níveis do labirinto em busca de algo que pode devolver a ordem ao sistema: um terminal com acesso direto ao controlador da estrutura.

O longa é uma adaptação do mangá de Tsutomu Nihei e carrega a mesma pegada visual do autor, com cenários verticais imensos e personagens quase insignificantes diante da arquitetura.

Quando estreou e por que importa

Blame! foi lançado como longa-metragem no Japão em 2017, realizado pelo estúdio Polygon Pictures em parceria com a Netflix. O diretor Hiroyuki Seshita, conhecido pelo trabalho em Godzilla: trilogia de animação, assina a direção ao lado de Takuya Igarashi.

O filme estreou no Festival de Annecy, tradicional vitrine de animação europeia, e foi adquirido pela Netflix para distribuição global. No Brasil, chegou à plataforma em 2017, sem passagem por cinemas comerciais.

É lembrado hoje como um caso curioso de adaptação: fiel ao clima do mangá original, mas distante do ritmo esperado pelo público ocidental de anime. Quem conhece o trabalho anterior do estúdio em Godzilla: Monster Planet vai reconhecer a linguagem visual.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o visual. A megaestrutura é renderizada com texturas pesadas, luzes frias e escala monumental. Em tela grande ou numa TV 4K, a ambientação hipnotiza e recompensa o espectador paciente.

Ponto alto: o silêncio. Killy quase não fala, e o filme trata o vazio como linguagem. Isso cria tensão real nos confrontos com os Guardiões.

Ponto fraco: o ritmo arrastado. A narrativa pula de cenário em cenário com pouca explicação, o que confunde quem não leu o mangá.

Ponto fraco: os personagens coadjuvantes somem rápido. Cibo e Cibo-san recebem pouco espaço de desenvolvimento.

Curiosidades rápidas

  • O mangá original começou a ser serializado em 1998 e é cultuado pelo traço arquitetônico extremo.
  • A Polygon Pictures usou o mesmo motor gráfico de Godzilla: trilogia, com render pesado em CPU.
  • A Netflix adquiriu os direitos de distribuição internacional antes mesmo da estreia japonesa.

Perguntas frequentes

Blame! tem cena pós-créditos?

Não. A história termina antes dos créditos finais, sem teaser ou gancho para continuação direta.

Preciso ter lido o mangá para entender o filme?

Não é obrigatório, mas ajuda. O longa condensa arcos do início da saga e deixa muita informação de mundo subentendida no visual.

Blame! é sequência de Knights of Sidonia?

Não. Os dois compartilham o autor e a estética, mas são universos separados. A conexão é apenas temática e de estúdio.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica densa, com gosto por worldbuilding visual e pouca exposição narrativa.
  • Leitores de mangás cyberpunk e admiradores do traço de Tsutomu Nihei.
  • Quem curte animações adultas japonesas, como Knights of Sidonia, Ghost in the Shell e Akira.

País de origem: Japão

Distribuidora: Netflix

Diretor: Hiroyuki Seshita