Veja o trailer do filme Beuys
Beuys
O que você precisa saber antes de assistir
Beuys é um documentário dirigido por Andres Veiel que propõe um retrato pouco convencional do artista alemão Joseph Beuys.
A premissa é simples e corajosa: deixar o próprio Beuys falar, usando áudios e imagens de arquivo muitas vezes inéditos.
Sem narrador tradicional, sem entrevistas com especialistas, o filme funciona quase como um mosaico de falas, gestos e contextos que ajudam a entender por que Beuys virou referência em documentário sobre arte e sociedade.
O longa dialoga diretamente com a obra de Veiel, em especial com Se Não Nós, Quem?, longa de 2011 também centrado em figuras alemãs controversas.
Para quem curte filmes de festival e cinema-ensaio, é uma porta de entrada interessante ao universo de Beuys.
Quando estreou e por que ainda importa
Beuys estreou em 2017, no Festival de Berlim, onde foi exibido na seção Panorama.
Chegou ao circuito brasileiro em sessões especiais ligadas ao circuito de festival, com distribuição pontual.
O documentário comemora os trinta anos da morte de Joseph Beuys, o que dá um peso histórico claro à empreitada.
Beuys foi o primeiro artista alemão a ter individual no Guggenheim de Nova York, mas também foi chamado de autor do "lixo mais caro de todos os tempos" pela crítica alemã.
Esse embate entre consagração e polêmica segue atual, ainda mais em tempos de debate sobre o papel da arte pública e da provocação estética.
O filme dialoga, nesse sentido, com outro documentário de peso: Riefenstahl: Cinema E Poder, que também revisita uma figura alemã divisora de águas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a curadoria de arquivos é excelente, com material raro que dá voz ao próprio Beuys em diferentes fases da carreira.
O filme abre espaço para pensar arte, política e mito, em vez de empurrar uma leitura única.
Ponto fraco: quem espera uma biografia cronológica vai se frustrar.
A montagem é fragmentária e exige atenção: não há didatismo, nem linha do tempo clara.
É um filme que pede espectador curioso, não espectador apressado.
Curiosidades de bastidores
- O longa foi construído quase inteiramente com materiais de arquivo, sem novas entrevistas gravadas para o filme.
- A estreia em Berlim 2017 marcou os 30 anos da morte de Joseph Beuys, falecido em 23 de janeiro de 1986.
- Andres Veiel já tinha experiência em retratar figuras alemãs controversas, como mostra seu longa Se Não Nós, Quem?, de 2011.
Perguntas frequentes
Beuys (2017) é um documentário biográfico tradicional?
Não. O longa é um retrato-ensaio, construído a partir de arquivos, sem narrador linear nem entrevistas atuais. Funciona mais como um mosaico de falas e imagens do próprio artista.
Onde assistir Beuys no Brasil?
O filme circulou em mostras e festivais. Para sessões em cinema e opções em streaming, consulte a grade de programação atualizada no portal.
Preciso conhecer a obra de Joseph Beuys antes de assistir?
Não é obrigatório, mas ajuda. Quem chega sem contexto pode estranhar a montagem fragmentada; quem já leu sobre Beuys vai reconhecer gestos, frases e ações marcantes da trajetória dele.
Pra quem é este filme:
- Fãs de arte contemporânea, performance e movimento Fluxus, interessados na figura de Joseph Beuys fora dos livros didáticos.
- Leitores de cinema-ensaio que curtem diretores como Andres Veiel, Werner Herzog e Chris Marker.
- Pesquisadores e estudantes de história cultural alemã do pós-guerra e do debate sobre arte e política.
Título original: Beuys
País de origem: Alemanha
Distribuidora: Festival
Diretor: Andres Veiel
Principais atores: