Veja o trailer do filme Beach Rats

Beach Rats

Beach Rats

Drama Duração: 1h 38min

Sobre o que é Beach Rats

Frankie é um adolescente sem rumo no Brooklyn. De dia, ele vaga com os amigos pela praia, fuma, bebe e finge que o futuro vai se resolver sozinho. De noite, ele abre o computador e entra em chats de busca por homens mais velhos.

O longa de estreia de Eliza Hittman parte desse contraste para discutir masculinidade, classe e identidade. A câmera segue Frankie de perto, sem julgar, capturando a apatia de uma juventude que não tem pra onde ir.

Quem se interessa por drama indie de observação, na linh de obras como Mentes Sombrias, encontra aqui um filme incômodo e necessário.

Estreia e legado

Beach Rats estreou no Festival de Sundance em 2017, na seção US Dramatic Competition, onde disputou o Grande Prêmio do Júri. Logo depois, foi exibido no Festival de Locarno, onde Harris Dickinson levou o prêmio de Melhor Ator.

Nos cinemas dos EUA, o filme chegou em agosto de 2017, com distribuição da Neon. No Brasil, ganhou circuito limitado em plataformas de streaming, mas nunca teve lançamento massivo em salas.

Hoje, é lembrado como uma das obras mais honestas sobre adolescence queer da década de 2010, ao lado de Moonlight (2016) e The Skeleton Twins (2014). A crítica internacional, de veículos como The Guardian, IndieWire e The A.V. Club, tratou o filme como um marco do cinema independente americano. Foi indicado ao Independent Spirit Award de Melhor Filme e concorreu em festivais como o BFI London.

Seu legado está em mostrar que a Eliza Hittman é uma diretora a ser acompanhada, além de consolidar Dickinson como um dos grandes nomes da sua geração.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a interpretação de Harris Dickinson é o coração do filme. Ele transmite vulnerabilidade e confusão sem nunca cair no dramalhão. A direção da Eliza Hittman é contida, mas cirúrgica, com enquadramentos que dizem mais que os diálogos.

Ponto fraco: o ritmo é lento, quase estático em alguns momentos. Quem busca narrativa convencional pode achar que pouco acontece. Há cenas de sexo explícito e nudez que funcionam dentro do contexto, mas podem afastar parte do público.

No saldo, é um filme que incomoda no melhor sentido possível. Não diverte, mas marca.

Curiosidades

  • O título Beach Rats não aparece em nenhum diálogo do filme: é o apelido dado a um grupo de moleques que frequenta a praia de Coney Island, cenário central da história.
  • Para preparar o papel, Harris Dickinson passou semanas frequentando praias de Nova York e observando adolescentes reais em grupos de社交.
  • Eliza Hittman se inspirou em casos reais de jovens de áreas costeiras dos EUA que usavam a internet para explorar sua sexualidade de forma anônima.

Perguntas frequentes

Beach Rats tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina abruptamente, com um corte seco, sem nenhuma cena extra. Quem esperar pela pós-creditos vai sair frustrado.

Beach Rats é baseado em fatos reais?

Não é uma adaptação direta, mas a diretora Eliza Hittman se baseou em pesquisas e entrevistas com jovens de comunidades litorâneas dos EUA para construir a história.

Onde assistir Beach Rats no Brasil?

O filme circulou em festivais e chegou ao catálogo de algumas plataformas de streaming no Brasil. Consulte a grade de programação atualizada no bloco acima para conferir disponibilidade em cinemas e streaming.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema indie americano focado em personagens queer e questões de identidade, como Moonlight ou Mentes Sombrias.
  • Quem gosta de dramas intimistas com estética documental e quase sem trilha sonora.
  • Interessados em retrratos de juventude periférica e masculinidade frágil no cinema contemporâneo.