Veja o trailer do filme Baywatch
Baywatch: salva-vidas com tarja preta
Baywatch é o tipo de filme que assume logo de cara que veio para ser barulhento. Mitch Buchannon é um salva-vidas obsessivo, daqueles que aparece na praia antes do sol nascer e encarna a função como se fosse uma missão divina.
Quando Matt Brody, ex-medalhista olímpico resgatado de um escândalo, aparece como reforço, o choque de egos vem rápido. Mitch quer disciplina; Matt quer fama fácil. No meio dessa briga de egos, os dois tropeçam em um esquema de corrupção que pode acabar com a baía inteira.
Com direção de Seth Gordon e parceria de roteiro com a equipe de Um espião e meio, o longa troca o drama salva-vidas da série original por ação exagerada, piadas escrachadas e uma investigação policial só de pretexto. É a versão comédia de verão com músculos, maiôs vermelhos e câmera lenta sem dó.
Estreia e legado
Baywatch chegou aos cinemas brasileiros em 15 de junho de 2017, no mesmo fim de semana em que Velozes e Furiosos 8 dominava a bilheteria global. A produção custou cerca de 69 milhões de dólares e conseguiu recuperar o investimento em escala mundial, com mais de 177 milhões na soma de mercados internacionais.
Foi duramente massacrado pela crítica especializada, amargando notas como 18 no Metacritic e uma classificação podre no Rotten Tomatoes. Mesmo assim, virou cult de meia-tigela em streaming, onde passou a circular como guilty pleasure de comédia de pancadaria.
O longa é lembrado principalmente como o ponto de virada em que Dwayne Johnson consolidou a fórmula de comédia de ação que repetiria nos anos seguintes, e como o rito de passagem cômico de Zac Efron em direção a papéis adultos.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Johnson e Efron funciona de verdade, com timing cômico bem calibrado e um par de sequências de ação genuinamente bem coreografadas. A aparição de David Hasselhoff e Pamela Anderson já vale o ingresso por si só para quem cresceu vendo a série original.
Ponto fraco: o roteiro é frouxo, aposta pesado em piadas de peitos e virilha, e a subtrama criminosa é um esqueleto só para justificar perseguições. Quem busca humor mais elaborado do tipo Vizinhos ou Os caça-noivas vai sair frustrado.
- O ator Hannibal Buress foi incluído no elenco depois de uma cena de Baywatch gravar vazada em que ele aparecia seminu se tornou viral, e a produção gostou do improviso.
- David Hasselhoff e Pamela Anderson aparecem em participações especiais como eles mesmos, em referência direta à série original que os consagrou.
- O longa foi pensado inicialmente como filme sério, no estilo Artista do Desastre, mas o fracasso de O Rei do Show no mesmo período empurrou o estúdio para o tom de comédia pesada.
Perguntas frequentes
Baywatch (2017) é baseado na série de TV?
Sim. O filme é uma continuação em chave de comédia da série exibida entre 1989 e 2001, com novos personagens principais e participações especiais de David Hasselhoff e Pamela Anderson.
Baywatch tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina logo após os créditos finais, sem cena extra depois. Se você levantar da poltrona antes, não perde nada de relevante.
Baywatch vale a pena em 2024?
Vale para sessões de cinema em casa com amigos e pipoca. Não é uma comédia para esperar profundidade, mas funciona bem como entretenimento leve de verão, especialmente para quem gosta do elenco.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédia de pancadaria estilo irmãos Farrelly, que não se importam com humor vulgar e querem rir sem pensar muito.
- Quem cresceu assistindo à série original nos anos 90 e busca nostalgia com piada adulta.
- Seguidores de Dwayne Johnson que curtem a fase de comédia de ação dele, próxima de Hércules e Um espião e meio.
País de origem: EUA
Data do lançamento: 15/06/2017
Distribuidora: PARAMOUNT PICTURES
Diretor: Seth Gordon
Principais atores: