Ballet Bolshoi - The Bright Stream
O que é o filme
Não se trata de um longa narrativo tradicional, mas da gravação de um espetáculo do Ballet do Teatro Bolshoi de Moscou, captado para as telas.
A direção é de Alexei Ratmansky, ex-bailarino do Bolshoi e um dos coreógrafos mais requisitados do circuito internacional.
A ação se passa em uma fazenda coletiva durante o Festival da Colheita. Um grupo de artistas do balé chega para uma apresentação e cruza com Zina, uma ex-bailarina do grupo, agora dedicada à vida rural.
Para dar uma lição em Pyotr, o marido infiel de Zina, os visitantes bolam uma farsa noturna com trocas de papéis e identidades, embalada pela partitura luminosa de Dmitri Shostakovich.
Estreia e legado
A versão original de The Bright Stream estreou em 1935, no Teatro Maly de Leningrado, com coreografia de Fyodor Lopukhov e música de Shostakovich. Foi bem recebida na época, mas caiu em relativo esquecimento por décadas.
Em 2003, Ratmansky reescreveu a coreografia para o Bolshoi, devolvendo a obra ao repertório vivo. A gravação exibida chegou ao circuito de cinema em 2017, com distribuição limitada e voltada ao público de dança clássica.
O título entrou no catálogo de transmissões do Bolshoi, junto a outras obras populares como O Quebra Nozes e As Chamas de Paris.
Não concorreu ao Oscar nem a premiações de cinema de narrativa, mas é referência obrigatória em acervos que discutem a estética soviética revisitada.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a coreografia de Ratmansky respeita a partitura de Shostakovich e explora tanto o vocabulário clássico quanto o folclore russo, com sequências de conjunto empolgantes e variações individuais de fôlego.
Os solos de Svetlana Lunkina e os números de Maria Alexandrova mostram técnica de escola russa em estado puro, sem firulas cinematográficas.
Ponto fraco: a história é deliberadamente ingênua, quase um conto de fadas rural, e pode frustrar quem procura densidade dramática. A linearidade narrativa não ajuda.
A direção de vídeo é sóbria e privilegia o palco inteiro, o que é bom para a leitura dos conjuntos, mas limita os closes que aproximariam o espectador do suor e do detalhe dos passos.
Curiosidades
- Alexei Ratmansky reconstruiu a coreografia original de Fyodor Lopukhov, considerada perdida, a partir de fotos de arquivo, partituras e relatos da montagem soviética de 1935.
- A música de Dmitri Shostakovich, composta em 1934, é considerada uma de suas obras mais luminosas e teve um dos raros finais felizes do compositor.
- A gravação em cinema foi feita em apresentação ao vivo no palco histórico do Teatro Bolshoi, em Moscou, sem interrupção da plateia.
Perguntas frequentes
Ballet Bolshoi - The Bright Stream é um filme de ficção com atores?
Não. É a gravação de um espetáculo de balé do Teatro Bolshoi, com bailarinos profissionais e narrativa dançada, não com atores em dramaturgia convencional.
Qual é a duração de Ballet Bolshoi - The Bright Stream?
São aproximadamente 150 minutos, equivalentes ao espetáculo completo com atos e intervalos preservados.
É indicado para quem nunca assistiu a um balé clássico?
Sim. A história é simples e o ritmo é leve, mas o espectador se beneficia de um olhar atento para variações e coreografias de conjunto.
Tem relação com outros títulos do Bolshoi disponíveis no portal?
Sim. Faz parte da mesma linha de gravações do Bolshoi, Romeu e Julieta e O Corsário.
Pra quem é este filme:
- Fãs de balé clássico interessados em conhecer a recriação de obras soviéticas pouco exibidas no Brasil.
- Estudantes e professores de dança que querem material de referência do estilo da escola russa do Bolshoi.
- Amantes de música clássica que curtem acompanhar visualmente a partitura de Dmitri Shostakovich.
Título original: Ballet Bolshoi - The Bright Stream
País de origem: Russia
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Alexei Ratmansky
Principais atores: