Veja o trailer do filme Babe, o Porquinho Atrapalhado
Sobre o que é Babe, o Porquinho Atrapalhado
Um leitãozinho nasce numa fazenda australiana e, em vez de virar o jantar, acaba sendo adotado pelo cachorro de pastoreio.
Educado entre os cães, o porquinho aprende a conduzir ovelhas como se fosse um border collie. O que parecia piada vira missão quando o dono decide inscrevê-lo no Campeonato Nacional de Cães Pastores.
O longa mistura comédia, animação e família, com a voz suave de James Cromwell narrando a rotina da propriedade. É cinema de gentileza, do tipo que apostou no humor mudo e na fofura calibrada em vez do pastelão.
Estreia e legado do filme
Babe chegou ao Brasil em 25 de dezembro de 1995, como uma aposta natalina da Universal. Nos Estados Unidos, o estrondo foi imediato: sete indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme — feito raro para uma produção com tanto bichinho falante.
Levou a estatueta de Melhores Efeitos Visuais e rendeu uma sequência direta para vídeo, Babe: O Porquinho Atrapalhado na Cidade (1998), que trocou a fazenda pelo cenário urbano com resultado mais morno.
Trinta anos depois, o título segue referenciado em listas de melhores filmes de animais, é citado em podcasts de cinema familiar e virou comfort watch em sessões de domingo. A frase "Isso vai dar certo" entrou pro imaginário popular.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o trabalho dos animatrônicos é artesanal e impressionante até hoje. Os animais olham, respiram e reagem como seres vivos — nada de plasticidade digital.
O elenco humano é discreto, e a narrativa privilegia o olhar do porquinho com paciência narrativa de cinema antigo.
Ponto fraco: o terceiro ato é previsível. Qualquer pessoa com mais de dez anos decifra o desfecho do campeonato antes dos 40 minutos.
Algumas cenas com o pato Faldebalão escorregam pro pieguismo. Mas a média se sustenta pela inteligência do roteiro.
Curiosidades dos bastidores
- Os animatrônicos foram criados pelo mesmo time de Jurassic Park — o realismo dos porcos e ovelhas vem da mesma engenharia de bonecos usada nos dinossauros;
- James Cromwell aprendeu a tosquiar ovelhas de verdade para parecer convincente na tela, e acabou competindo em feiras agropecuárias como hobby;
- O roteiro adapta o livro The Sheep-Pig, de Dick King-Smith, que nunca foi best-seller no Brasil — o sucesso todo veio do filme.
Perguntas frequentes sobre Babe, o Porquinho Atrapalhado
Babe, o Porquinho Atrapalhado tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais rolam logo depois do campeonato, sem teasers ou gags extras.
O filme ganhou Oscar?
Sim. Concorreu a sete estatuetas, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, e venceu em Melhores Efeitos Visuais.
Tem continuação?
Sim: Babe: O Porquinho Atrapalhado na Cidade (1998), lançado direto em vídeo no Brasil. É mais curto, muda o cenário e divide opiniões.
Pra quem é este filme:
- Fãs de animações com animais falantes que buscam algo além do slapstick digital;
- Quem curte filmes familiares com humor silencioso e mensagem sem sermão;
- Maratonistas de cineclube que comparam sucessos dos anos 90 com o Oscar contemporâneo.
Título original: Babe
País de origem: EUA
Data do lançamento: 25/12/1995
Distribuidora: Universal Pictures do Brasil
Diretor: Chris Noonan
Principais atores: