Atlantis - O Reino Perdido

Atlantis - O Reino Perdido

Sobre o que é Atlantis: O Reino Perdido

Milo Thatch é um linguista de museu que ninguém leva a sério. Sua vida muda quando aparece um mapa antigo apontando a exata localização da cidade perdida de Atlantis.

A partir daí, ele embarca em um submarino ultrassecreto ao lado de uma tripulação de mercenários liderada pelo Capitão Rourke. A expedição é bancada por um milionário excêntrico que quer encontrar a cidade a qualquer custo.

O filme é um dos projetos mais incomuns do Kirk Wise e Gary Trousdale, dupla que vinha do sucesso de A Bela e a Fera (1991). Aqui eles trocam musicais por aventura pulp e estética steampunk.

Quando estreou e por que é lembrado

Atlantis: O Reino Perdido chegou aos cinemas americanos em 15 de junho de 2001, na faixa dos lançamentos de verão da Disney, disputando espaço com Shrek e outras animações da época.

O resultado nas bilheterias foi fraco: o longa custou cerca de 90 milhões de dólares e recuperou pouco mais de 180 milhões em todo o mundo, longe do esperado pelo estúdio.

Mesmo assim, virou clássico cult entre fãs de animação adulta. É constantemente citado em listas de filmes injustiçados da Disney e ganhou status de referência no gênero de animação de aventura.

Chegou ao Brasil ainda em 2001, dublado, e ganhou relançamentos em DVD e Blu-ray ao longo dos anos. Hoje é lembrado pelo visual único, pelo roteiro sem princesas e pela coragem de tentar algo diferente dentro do estúdio.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de arte inspirada em Mike Mignola, o design do submarino Leviathan e a quebra do padrão Disney ao entregar uma aventura sem canções nem romance central. A temática adulta funciona.

Ponto fraco: o terceiro ato acelera demais, vilões têm motivações rasas e a protagonista feminina Kida fica apagada apesar do potencial. A animação 2D tradicional já envelheceu para o público infantil atual.

No fim, é um filme para quem prefere O Corcunda de Notre Dame (1996) ao invés das comédias pastelão mais óbvias do estúdio.

Curiosidades dos bastidores

  • O visual do filme foi inspirado nas ilustrações de Mike Mignola, criador de Hellboy, e em graphic novels europeias de ficção científica dos anos 70.
  • A produção passou por mais de cinco anos de desenvolvimento e sofreu diversas reescritas, incluindo uma versão anterior com canções no estilo do que Kirk Wise e Gary Trousdale já tinham feito.
  • O modelo do submarino Leviathan foi construído em escala real nos estúdios da Disney para servir de referência aos animadores durante as cenas de ação.

Perguntas frequentes

Atlantis: O Reino Perdido é da Disney?

Sim. É uma produção original dos estúdios Walt Disney Animation, lançada em 2001, antes da fusão com a Pixar.

Atlantis: O Reino Perdido tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina logo após a resolução do conflito principal, sem cenas extras durante ou depois dos créditos.

Qual a classificação etária do filme?

É classificado como livre na maior parte dos mercados, embora contenha cenas de batalha e tensão que podem assustar crianças muito pequenas.

Existe continuação ou remake planejado?

Não há produção oficial anunciada. Um live-action chegou a ser cogitado em 2019, mas o projeto não avançou além do estágio de desenvolvimento.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de animação cult da Disney: quem cresceu assistindo relançamentos em VHS e tem nostalgia dos experimentos mais sombrios do estúdio nos anos 90 e 2000.
  • Apreciadores de steampunk e aventura pulp: leitores de H. G. Wells, jogadores de BioShock e fãs de Indiana Jones que curtem universos vitorianos alternativos e tecnologia analógica.
  • Entusiastas de animação tradicional 2D: público que valoriza o traço manual e lamenta o fim das animações desenhadas à mão nos grandes estúdios.

Título original: Atlantis, the Lost Empire

País de origem: EUA

Diretor: Kirk Wise, Gary Trousdale