Veja o trailer do filme Asterix e o Domínio dos Deuses
Sobre o que é Asterix e o Domínio dos Deuses
Estamos em 50 a.C. A Gália está toda ocupada pelos romanos — menos uma aldeia de gauleses teimosos que se recusa a ceder.
Cansado de perder batalhas, Júlio César muda de estratégia. Em vez de espada, ele usa shopping: manda erguer o Domínio dos Deuses, um resort de luxo romano coladinho na aldeia, com templo, spa e mordomias para tentar seduzir os bárbaros com conforto e dinheiro.
A pergunta que move o filme é simples e provocativa: uma cultura resiste quando o inimigo deixa de atacar e passa a comprar? É nessa fronteira entre identidade e consumo que Asterix e Obelix precisam agir.
Linha do tempo e legado
A estreia mundial aconteceu em 2015, na França. No Brasil, o filme chegou aos cinemas em 7 de abril de 2016, distribuído pela Bonfilm, como parte de uma nova fase das animações em 3D da franquia Asterix.
É a terceira animação computadorizada baseada nos gibis de René Goscinny e Albert Uderzo, depois de Asterix e os Vikings (2006) e Asterix e os Deuses do Olimpo. Trocou a estética mais cartunesca por um visual 3D com iluminação cinematográfica, sem abandonar o humor ácido da série.
Funcionou bem nas bilheterias europeias, principalmente na França, Alemanha e Rússia, reforçando a força de Asterix como um dos maiores fenômenos de quadrinhos do continente. Hoje é lembrado como um dos capítulos mais conceituais da franquia justamente por transformar crítica social em piada infantil.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a sátira ao consumismo continua atual. Resort romano vira parque temático, nativos viram funcionários e o roteiro acerta ao tratar alienação cultural com leveza, sem discurso panfletário.
A direção de Louis Clichy e Alexandre Astier segura o tom entre piada para criança e referência para adulto, coisa rara em animação familiar.
Ponto fraco: o arco de Obelix fica subaproveitado e o terceiro ato acelera demais resoluções que pediam respiro. Quem nunca leu os gibis pode estranhar o ritmo gag-a-gag.
Curiosidades
- O roteiro é assinado por Louis Clichy e Alexandre Astier, que reaproveitam a estrutura do álbum de 1971, "Le Domaine des Dieux", o número 17 da série clássica.
- A animação foi produzida pelo estúdio M6 Films e pela clássica Belvision, marcando a primeira vez que a equipe original dos gibis participou ativamente de uma adaptação em 3D.
- A versão em português brasileiro traz vozes de Rodrigo Santoro como Asterix e Marcio Donato como Obelix, reforçando o apelo nostálgico para o público nacional.
Perguntas frequentes
Asterix e o Domínio dos Deuses é sequência de qual filme?
É o terceiro longa animado em 3D da franquia Asterix, vindo depois de Asterix e os Vikings (2006) e Asterix e os Deuses do Olimpo (2008), mas funciona como história independente.
O filme é indicado para crianças?
Sim. Tem classificação livre e humor físico acessível, embora muitas piadas sobre consumo, turismo e manipulação de massas funcionem melhor para adultos que leram os gibis ou gostam de aventura com camada crítica.
Tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais rolam sem teaser extra, então não é preciso esperar até o final da sessão.
Pra quem é este filme:
- Fãs dos gibis de Goscinny e Uderzo que querem ver a crítica social da série em versão animada moderna.
- Público que curte comédia europeia com humor verbal e piadas sobre comportamento de massa.
- Quem assistiu Asterix e o Segredo da Poção Mágica e quer mais aventuras da dupla em 3D.
Título original: Astérix – Le Domaine des Dieux
País de origem: França
Data do lançamento: 07/04/2016
Distribuidora: Bonfilm
Diretor: Louis Clichy, Alexandre Astier, Louis Clichy e Alexandre Astier
Principais atores: