As Minas do Rei Salomão

As Minas do Rei Salomão

O que é As Minas do Rei Salomão

Allan Quatermain (Patrick Swayze) é o melhor guia de safári da África. Está de saída, rumo à Inglaterra, decidido a cuidar do filho pequeno.

O plano desmorona quando os avós da criança usam a vida nômade contra ele na disputa pela guarda. Para bancar a criação, Allan aceita uma proposta cheia de adrenalina.

A rica Elizabeth (Alison Doody) oferece uma bolada para ele atravessar o continente. A missão: resgatar o pai dela, Sam Maitland (John Standing), que desapareceu nas entranhas africanas em busca das lendárias minas do rei Salomão.

Como se a expedição já não fosse ingrime o bastante, agentes do czar entram no caminho. O soberano russo financiou Sam por anos e agora se acha dono do mapa — e quer silêncio sobre o tesouro.

É a velha fórmula da aventura em modo pipoca: mapas misteriosos, tribos hostis lideradas por Twala, perseguições na savana e o charme inegável de Swayze segurando a barra.

Quando estreou e por que ainda aparece na TV

As Minas do Rei Salomão chegou aos cinemas em 1985, no coração da era Reagan de blockbusters de aventura. A produção americana apostou no carisma físico de Swayze, então no auge depois de Dirty Dancing (1987 viria logo depois) e Ghost (1990).

O filme não emplacou como um fenômeno de bilheteria nem ganhou espaço nas premiações sérias. Não há Oscar, Globo de Ouro ou Palma de Ouro na história — nem mesmo indicação relevante.

Com o tempo, virou figura carimbada na programação da Sessão da Tarde e de canais pagos de filmes clássicos. É o tipo de atração nostálgica que aparece quando o controle está no modo "zapping" num domingo chuvoso.

Hoje, é lembrado menos como obra-prima e mais como exemplar honesto do cinema de ação-aventura dos anos 80, com locações reais na África e uma narrativa que não tenta reinventar a roda.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Swayze e Doody funciona melhor do que o roteiro merecia. As cenas de ação na savana — com direito a quedas d'água, trilhas e ataques — têm escala decente para uma produção de custo médio.

As locações africanas genuínas dão textura que falta em muitas aventuras de studio da época.

Ponto fraco: o tom oscila entre comédia pastelão e tensão dramática sem encontrar um meio-termo confortável. O ritmo perde fôlego no segundo ato.

Swayze parece confortável, mas o roteiro entrega diálogos expositivos demais, especialmente quando explica a trama política envolvendo o czar.

É entretenimento funcional — não vai te arruinar, mas também não vai te marcar.

Curiosidades de bastidor

  • O filme é a terceira adaptação da obra de H. Rider Haggard de 1885 — antes vieram versões em 1937, com Stewart Granger, e 1950, com Deborah Kerr.
  • A produção foi filmada em locações no Zimbábue e no Quênia, algo raro para blockbusters de Hollywood da época.
  • A direção é creditada a J. Lee Thompson, mas o cineasta já tinha um histórico sólido em filmes de ação e faroeste antes de embarcar nessa aventura africana.

Perguntas frequentes

As Minas do Rei Salomão (1985) tem cena pós-créditos? Não. O filme termina de forma convencional, com encerramento narrativo antes dos créditos finais. Não há cena extra nem teaser escondido.

Quem estrela As Minas do Rei Salomão ao lado de Patrick Swayze? Alison Doody, John Standing e Hakeem Kae-Kazim como o líder tribal Twala. O elenco de apoio ainda traz nomes como Richard Chamberlain e Sharon Stone.

Qual é a classificação indicativa do filme? A produção é classificada como recomendada para maiores de 12 anos, por conter cenas de violência moderada e temáticas de aventura com algum peril.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Patrick Swayze atrás do carisma de Ghost e Dirty Dancing, dispostos a aceitar veículos menos conhecidos do ator.
  • Quem curte aventura clássica estilo Indiana Jones, com mapas, tribos e perseguições, sem exigir realismo histórico.
  • Telecineiros nostálgicos que assistiam filmes dos anos 80 na Sessão da Tarde e buscam reprises com tom leve.