Veja o trailer do filme As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D

As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D

As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D

Fantasia Aventura Duração: 1h 33min

Do caderno para a tela grande

Max é um menino de 10 anos que prefere desenhar monstros e super-heróis a encarar a escola, os bullies e os pais sempre discutindo. Para escapar da rotina, ele criou um planeta inteiro chamado Baba, cheio de regras bizarras, geleiras de vidro e montanhas-russas no céu.

O problema é que Baba começa a desmoronar, e Max descobre que os personagens que saíram do seu caderno — Sharkboy, metade tubarão, e Lavagirl, feita de lava e fogo — são reais. A missão é clara: atravessar o planeta com eles e impedir que o Sr. Elétrico apague a capacidade de sonhar das crianças.

É fantasia infantil pop, colorido, com cenários totalmente inflados de CGI e aquele humor pastel que marcou os anos 2000. Para quem viveu essa época, tem gosto de merenda com suco de caixinha.

Linha do tempo e legado

As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D chegou aos cinemas brasileiros em julho de 2005, numa época em que Hollywood apostava pesado no relançamento do 3D como diferencial de bilheteria. O longa foi filmado em Austin, Texas, com produção de Robert Rodriguez, que bancou o projeto como um teste para o então revolucionário sistema de câmeras 3D digitais.

Mesmo com críticas mistas e bilheteria morna nos EUA, o filme virou cult entre crianças que cresceram nos anos 2000. O principal chamariz retroativo hoje é Taylor Lautner, aqui um pré-adolescente de kung fu com nadadeiras, três anos antes de estourar como lobisomem em Crepúsculo.

Apesar de nunca ter sido indicado a prêmios tradicionais, o longa colecionou elogios técnicos pela inventividade visual e por ter sido o primeiro longa-metragem infantil filmado inteiramente em 3D digital nativo. É lembrado como uma das experiências mais lisérgicas do cinema kids da década.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de arte é insana, no melhor sentido. Planet Baba é um playground de ideias infantis executadas sem cinismo, e o trabalho de câmera 3D foi referência na época. Para crianças, funciona como porta de entrada para o cinema de fantasia.

Ponto fraco: o roteiro é expositivo demais, com personagens explicando regras do mundo mágico a cada cinco minutos. As atuações mirins oscilam entre o simpático e o desconfortável, e o Sr. Elétrico de George Lopez cansa rápido pelo exagero cômico.

Curiosidades dos bastidores

  • O roteiro nasceu dos desenhos que o filho de 7 anos de Robert Rodriguez fazia na escola. O diretor transformou os rabiscos no roteiro oficial.
  • Foi um dos primeiros longas infantis rodados com o sistema de câmeras 3D Fusion Camera, depois usada em Alita: Anjo de Combate.
  • Sasha Pieterse, futura Alison DiLaurentis de Pretty Little Liars, faz uma participação como uma das crianças do Planeta Baba.

Perguntas frequentes

As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D é bom?

É um filme divertido para crianças pequenas, mas irregular para o público adulto. Funciona melhor como sessão nostálgica em família do que como descoberta obrigatória.

Tem cena pós-créditos?

Não. Os créditos finais já encerram a história, mas a animação exibida durante eles, com versões baby dos personagens, vale como recompensa visual para quem fica até o final.

Qual a classificação indicativa?

Livre, com recomendação parental para crianças menores de 6 anos devido a algumas cenas de ação com vilões e perseguições um pouco mais tensas.

Pra quem é este filme:

  • Crianças de 6 a 12 anos que curtem heróis excêntricos e mundos coloridos demais para a realidade.
  • Adultos nostálgicos dos anos 2000 querendo reencontrar títulos que marcaram a infância pré-streaming.
  • Fãs de Taylor Lautner interessados em ver o ator antes do fenômeno Crepúsculo.

Título original: The Adventures of Sharkboy and Lavagirl in 3-D

País de origem: EUA

Data do lançamento: 22/07/2005

Distribuidora: Columbia Pictures do Brasil

Diretor: Robert Rodriguez

Principais atores: