Veja o trailer do filme As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D
Do caderno para a tela grande
Max é um menino de 10 anos que prefere desenhar monstros e super-heróis a encarar a escola, os bullies e os pais sempre discutindo. Para escapar da rotina, ele criou um planeta inteiro chamado Baba, cheio de regras bizarras, geleiras de vidro e montanhas-russas no céu.
O problema é que Baba começa a desmoronar, e Max descobre que os personagens que saíram do seu caderno — Sharkboy, metade tubarão, e Lavagirl, feita de lava e fogo — são reais. A missão é clara: atravessar o planeta com eles e impedir que o Sr. Elétrico apague a capacidade de sonhar das crianças.
É fantasia infantil pop, colorido, com cenários totalmente inflados de CGI e aquele humor pastel que marcou os anos 2000. Para quem viveu essa época, tem gosto de merenda com suco de caixinha.
Linha do tempo e legado
As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D chegou aos cinemas brasileiros em julho de 2005, numa época em que Hollywood apostava pesado no relançamento do 3D como diferencial de bilheteria. O longa foi filmado em Austin, Texas, com produção de Robert Rodriguez, que bancou o projeto como um teste para o então revolucionário sistema de câmeras 3D digitais.
Mesmo com críticas mistas e bilheteria morna nos EUA, o filme virou cult entre crianças que cresceram nos anos 2000. O principal chamariz retroativo hoje é Taylor Lautner, aqui um pré-adolescente de kung fu com nadadeiras, três anos antes de estourar como lobisomem em Crepúsculo.
Apesar de nunca ter sido indicado a prêmios tradicionais, o longa colecionou elogios técnicos pela inventividade visual e por ter sido o primeiro longa-metragem infantil filmado inteiramente em 3D digital nativo. É lembrado como uma das experiências mais lisérgicas do cinema kids da década.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte é insana, no melhor sentido. Planet Baba é um playground de ideias infantis executadas sem cinismo, e o trabalho de câmera 3D foi referência na época. Para crianças, funciona como porta de entrada para o cinema de fantasia.
Ponto fraco: o roteiro é expositivo demais, com personagens explicando regras do mundo mágico a cada cinco minutos. As atuações mirins oscilam entre o simpático e o desconfortável, e o Sr. Elétrico de George Lopez cansa rápido pelo exagero cômico.
Curiosidades dos bastidores
- O roteiro nasceu dos desenhos que o filho de 7 anos de Robert Rodriguez fazia na escola. O diretor transformou os rabiscos no roteiro oficial.
- Foi um dos primeiros longas infantis rodados com o sistema de câmeras 3D Fusion Camera, depois usada em Alita: Anjo de Combate.
- Sasha Pieterse, futura Alison DiLaurentis de Pretty Little Liars, faz uma participação como uma das crianças do Planeta Baba.
Perguntas frequentes
As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D é bom?
É um filme divertido para crianças pequenas, mas irregular para o público adulto. Funciona melhor como sessão nostálgica em família do que como descoberta obrigatória.
Tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais já encerram a história, mas a animação exibida durante eles, com versões baby dos personagens, vale como recompensa visual para quem fica até o final.
Qual a classificação indicativa?
Livre, com recomendação parental para crianças menores de 6 anos devido a algumas cenas de ação com vilões e perseguições um pouco mais tensas.
Pra quem é este filme:
- Crianças de 6 a 12 anos que curtem heróis excêntricos e mundos coloridos demais para a realidade.
- Adultos nostálgicos dos anos 2000 querendo reencontrar títulos que marcaram a infância pré-streaming.
- Fãs de Taylor Lautner interessados em ver o ator antes do fenômeno Crepúsculo.
Título original: The Adventures of Sharkboy and Lavagirl in 3-D
País de origem: EUA
Data do lançamento: 22/07/2005
Distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Diretor: Robert Rodriguez
Principais atores: