Veja o trailer do filme Angélique
Do que se trata Angélique
Angélique (Nora Arnezeder) é uma jovem baronesa do século XVII, filha de um nobre falido, forçada a aceitar um casamento arranjado com o conde Joffrey de Peyrac.
O contrato matrimonial é frio, mas logo a trama mergulha em intrigas de corte, crimes passionais e reviravoltas políticas que colocam a protagonista em rota direta com a coroa francesa.
Dirigido por Ariel Zeitoun, o longa adapta o romance best-seller de Anne e Serge Golon e aposta em um visual barroco, com direito a salões iluminados por velas, máscaras e duelos de espada.
A narrativa equilibra o romance proibido com o suspense político, mas pende com frequência para o melodrama, com closes dramáticos e declarações sentimentais em excesso.
Estreia e legado
Angélique chegou aos cinemas brasileiros em 31 de dezembro de 2014, em uma janela de fim de ano pouco favorável para um drama de época.
A obra é a terceira adaptação da saga literária iniciada em 1957, que já tinha virado clássico popular na França nos anos 1960 com Michèle Mercier no papel-título.
No elenco de apoio, o filme reúne nomes expressivos do cinema francês, como Mathieu Kassovitz e Gérard Lanvin, o que ajudou a puxar atenção midiática na Europa.
Apesar do pedigree literário e técnico, a produção não repetiu o fenômeno de público das versões anteriores, ficando mais restrita ao circuito de filmes de época e plataformas de streaming.
Hoje, é lembrada como uma tentativa visualmente caprichada de modernizar um romance histórico, mas raramente citada entre as grandes adaptações do título.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte capricha em figurinos, cenários e na fotografia de interiores, criando um mergulho competente na França do Rei Sol.
O elenco de veteranos franceses entrega atuações contidas, o que contrasta bem com o roteiro mais exagerado.
Ponto fraco: o roteiro tropeça em diálogos expositivos que explicam demais e confiam pouco na inteligência do espectador.
O ritmo é irregular: cenas de intriga política se alternam com pausas românticas que poderiam ter sido cortadas sem prejuízo.
Para quem busca fidelidade ao romance original, também há frustrações, com personagens e motivações simplificados demais.
Curiosidades dos bastidores
- A saga de Angélique é uma das franquias literárias francesas mais vendidas do século XX, com mais de 150 milhões de exemplares no mundo.
- A versão original dos anos 1960, com Michèle Mercier, virou fenômeno pop e inspirou novelas e quadrinhos na Europa.
- O ator Mathieu Kassovitz, conhecido por dirigir O Ódio, aparece aqui em papel de vilão, em um registro bem distante de seus trabalhos de autor.
Perguntas frequentes
Angélique (2013) é baseado em qual livro?
O filme adapta o primeiro volume da saga de Anne e Serge Golon, publicado em 1957, mesmo material que originou as versões clássicas com Michèle Mercier.
Angélique tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa se encerra dentro do tempo convencional e não há sequência adicional após os créditos finais.
Quantos anos dura o filme e vale assistir?
São 113 minutos de duração. Funciona bem para sessões em casa no estilo histórico e aventura, especialmente se você já curte o gênero.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas de época com cenário barroco, figurinos elaborados e intrigas palacianas
- Leitores da saga literária de Anne Golon好奇curiosos para comparar com as adaptações clássicas
- Quem curte o cinema histórico francês e quer conferir Nora Arnezeder em papel de protagonista