Veja o trailer do filme Amor e Revolução
O Filme
Setembro de 1973. O Chile vive o golpe que derrubou Salvador Allende e entregou o país a Augusto Pinochet. Entre os estrangeiros presos nas ruas de Santiago está o casal alemão Daniel (Daniel Brühl) e Lena (Emma Watson).
Daniel acaba capturado pela polícia secreta. Desesperada, Lena descobre que o namorado foi parar na chamada Colonia Dignidad, uma missão de caridade dirigida pelo carismático pregador Paul Schäfer (Michael Nyqvist). Na superfície, um vilarejo pastoral alemão em solo chileno. Por baixo, uma prisão da qual ninguém sai vivo.
Para encontrar Daniel, Lena toma a decisão mais arriscada da vida: se infiltrar no culto, se passar por uma das ovelhas de Schäfer e confiar que o amor é maior que o terror. A direção é de Florian Gallenberger, vencedor do Oscar por curta-metragem em 2001.
Estreia e Legado
Amor e Revolução chegou aos cinemas brasileiros em 22 de junho de 2016, distribuído pela Universal Pictures. É uma produção alemã rodada em inglês, luxemburguesa e alemã, com cenários recriados na Argentina e na Alemanha.
O longa usa como pano de fundo a história real da Colonia Dignidad, comunidade fundada em 1961 que virou centro de torturas com a chegada da ditadura. O tema é denso e a abordagem cinematográfica divide opiniões.
Não chegou a ganhar grandes prêmios internacionais, mas rendeu ao diretor o Bavarian Film Award de melhor direção. Hoje é lembrado como uma curiosidade de carreira de Emma Watson, pouco tempo antes de A Bela e a Fera (2017), e de Daniel Brühl, no mesmo ano de Capitão América: Guerra Civil (2016).
Vale o Ingresso?
Ponto alto: A química entre Emma Watson e Daniel Brühl é o motor do filme. Os dois vendem bem o desespero do casal e carregam cenas de tensão que, no papel, seriam apenas funcionais.
A reconstrução do Chile de 1973 também impressiona. Carros de época, figurino e a direção de arte criam um clima de paranoia que sustenta a primeira metade.
Ponto fraco: O roteiro escorrega para soluções genéricas de thriller, incluindo um terceiro ato que lembra um filme de fuga convencional, em vez de explorar o horror documentado da Colonia. Dá a sensação de oportunidade desperdiçada em um tema tão pesado.
Quem busca rigor histórico pode sair frustrado. A ficção atropela os fatos sem ganhar nada em troca.
Curiosidades
- O diretor Florian Gallenberger pesquisou arquivos da verdadeira Colonia Dignidad e contou com consultoria de ex-moradores para reconstruir os bastidores do lugar.
- Daniel Brühl é bilíngue em alemão e espanhol, o que ajudou nas cenas de tensão política e interrogatório.
- A produção foi rodada entre Buenos Aires, Colônia do Sacramento e Munique para recriar o visual do Chile em plena ditadura militar.
Perguntas Frequentes
Amor e Revolução é baseado em fatos reais? Sim. A Colonia Dignidad existiu de verdade no Chile, foi usada pela ditadura de Pinochet para detenção e tortura, e o filme é inspirado nesse capítulo, apesar de personagens e trama serem fictícios.
Quem é o diretor de Amor e Revolução? Florian Gallenberger, diretor alemão vencedor do Oscar de melhor curta-metragem em 2001 com Quiero Ser.
Amor e Revolução tem cena pós-créditos? Não. A história termina antes dos créditos finais, sem cenas extras depois deles.
Pra quem é este filme:
- Fãs de drama político com romance em contexto de ditadura, no estilo de O Jardineiro Fiel.
- Quem acompanha a carreira de Emma Watson fora de Harry Potter e quer ver a atriz em papéis adultos.
- Interessados em história real latino-americana, especialmente nos anos de chumbo no Cone Sul.
Título original: Colonia
País de origem: Alemanha
Data do lançamento: 22/06/2016
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Florian Gallenberger
Principais atores: