Sobre o que é Aloys
Aloys é um investigador particular que herdou do pai o ofício de vigiar pessoas. Grava tudo em vídeo, anota rotinas e arquiva fitas como quem coleciona安全感. O problema é que, sem o pai, o sistema que ele construiu para se sentir seguro começa a falhar.
Um dia, após perder as fitas em um incidente, uma mulher desconhecida liga para ele. Ela propõe um jogo: uma "viagem por telefone", guiada só pela voz. A partir daí, a fronteira entre a realidade vigiada e a imaginação vai sumindo aos poucos.
Dirigido por Tobias Nölle, o filme mistura drama psicológico com ficção especulativa discreta, mais interessada em sensações do que em plot twists.
Estreia e legado
Aloys estreou mundialmente no Festival de Berlim em 2016, na seção Panorama, onde competiu por prêmios de cinema de autor. A recepção foi de crítica respeitosa, marcando o cineasta Tobias Nölle como um nome a acompanhar no cinema suíço contemporâneo.
No Brasil, o filme chegou aos cinemas em 16 de março de 2017, em circuito alternativo, com sessões voltadas ao público de cineclubismo e salas voltadas para o cinema europeu de arte.
É uma obra pequena em bilheteria, mas com cult following entre colecionadores de cinema em 16mm, admiradores de Michael Haneke e do cinema austro-suíço de imersão sensorial. Continua sendo lembrado como um dos títulos mais atmosféricos de sua safra.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a cinematografia em 16mm é hipnótica, com texturas granuladas e uma paleta dessaturada que transforma a cidade suíça em um lugar opressivo e onírico. Georg Friedrich segura o filme inteiro com uma interpretação contida, feita de olhares e silêncios.
Ponto fraco: a narrativa é esparsa e o ritmo é lento de verdade. Quem espera reviravoltas, diálogos afiados ou um arco explicativo vai sair frustrado. É um filme de atmosfera, não de história tradicional.
Curiosidades
- O filme foi inteiramente rodado em 16mm, com lente e grão usados como elemento narrativo, não apenas estilístico.
- Georg Friedrich é um dos atores mais respeitados do cinema austríaco contemporâneo, com trabalhos marcantes em filmes de Jessica Hausner e Ulrich Seidl.
- A ideia da "viagem por telefone" surgiu do interesse do diretor em como o som pode substituir a visão quando o sentido principal falha.
Perguntas frequentes
Aloys é um filme de ficção científica?
Tecnicamente é um drama com elementos de ficção especulativa. Há um leve componente surreal no final, mas nada que lembre ficção científica tradicional com efeitos visuais.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa se encerra antes dos créditos finais, sem gancho ou sequência extra.
Aloys tem classificação indicativa definida?
No Brasil, a classificação indicativa deve ser consultada diretamente no site da Classind, já que o filme não recebeu liberação convencional para circuito comercial amplo.
Para quem é indicado o filme Aloys?
É indicado para quem gosta de cinema de arte, narrativas lentas e estéticas analógicas. Fãs de A Professora de Piano, Noites Brilhantes e Fausto tendem a se identificar com o tom do filme.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de arte europeu (Haneke, Tsai Ming-liang, Bruno Dumont) que toleram silêncio e câmera parada.
- Apixonados por fotografia analógica, câmeras de vigilância e estéticas de arquivo em VHS/fita magnética.
- Quem busca ficção científica introspectiva, sem efeitos visuais nem explosões — mais Philip K. Dick emocional do que blockbuster.
Título original: ALOYS
País de origem: SUÍÇA, FRANÇA
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Tobias Nölle
Principais atores: