ALOYS

ALOYS

Ficção Drama Duração: 1h 31min

Sobre o que é Aloys

Aloys é um investigador particular que herdou do pai o ofício de vigiar pessoas. Grava tudo em vídeo, anota rotinas e arquiva fitas como quem coleciona安全感. O problema é que, sem o pai, o sistema que ele construiu para se sentir seguro começa a falhar.

Um dia, após perder as fitas em um incidente, uma mulher desconhecida liga para ele. Ela propõe um jogo: uma "viagem por telefone", guiada só pela voz. A partir daí, a fronteira entre a realidade vigiada e a imaginação vai sumindo aos poucos.

Dirigido por Tobias Nölle, o filme mistura drama psicológico com ficção especulativa discreta, mais interessada em sensações do que em plot twists.

Estreia e legado

Aloys estreou mundialmente no Festival de Berlim em 2016, na seção Panorama, onde competiu por prêmios de cinema de autor. A recepção foi de crítica respeitosa, marcando o cineasta Tobias Nölle como um nome a acompanhar no cinema suíço contemporâneo.

No Brasil, o filme chegou aos cinemas em 16 de março de 2017, em circuito alternativo, com sessões voltadas ao público de cineclubismo e salas voltadas para o cinema europeu de arte.

É uma obra pequena em bilheteria, mas com cult following entre colecionadores de cinema em 16mm, admiradores de Michael Haneke e do cinema austro-suíço de imersão sensorial. Continua sendo lembrado como um dos títulos mais atmosféricos de sua safra.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a cinematografia em 16mm é hipnótica, com texturas granuladas e uma paleta dessaturada que transforma a cidade suíça em um lugar opressivo e onírico. Georg Friedrich segura o filme inteiro com uma interpretação contida, feita de olhares e silêncios.

Ponto fraco: a narrativa é esparsa e o ritmo é lento de verdade. Quem espera reviravoltas, diálogos afiados ou um arco explicativo vai sair frustrado. É um filme de atmosfera, não de história tradicional.

Curiosidades

  • O filme foi inteiramente rodado em 16mm, com lente e grão usados como elemento narrativo, não apenas estilístico.
  • Georg Friedrich é um dos atores mais respeitados do cinema austríaco contemporâneo, com trabalhos marcantes em filmes de Jessica Hausner e Ulrich Seidl.
  • A ideia da "viagem por telefone" surgiu do interesse do diretor em como o som pode substituir a visão quando o sentido principal falha.

Perguntas frequentes

Aloys é um filme de ficção científica?

Tecnicamente é um drama com elementos de ficção especulativa. Há um leve componente surreal no final, mas nada que lembre ficção científica tradicional com efeitos visuais.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. A narrativa se encerra antes dos créditos finais, sem gancho ou sequência extra.

Aloys tem classificação indicativa definida?

No Brasil, a classificação indicativa deve ser consultada diretamente no site da Classind, já que o filme não recebeu liberação convencional para circuito comercial amplo.

Para quem é indicado o filme Aloys?

É indicado para quem gosta de cinema de arte, narrativas lentas e estéticas analógicas. Fãs de A Professora de Piano, Noites Brilhantes e Fausto tendem a se identificar com o tom do filme.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de arte europeu (Haneke, Tsai Ming-liang, Bruno Dumont) que toleram silêncio e câmera parada.
  • Apixonados por fotografia analógica, câmeras de vigilância e estéticas de arquivo em VHS/fita magnética.
  • Quem busca ficção científica introspectiva, sem efeitos visuais nem explosões — mais Philip K. Dick emocional do que blockbuster.

Título original: ALOYS

País de origem: SUÍÇA, FRANÇA

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Tobias Nölle

Principais atores: