Veja o trailer do filme Alanis
Sobre o que é Alanis
Alanis (título original: Alanis) é um drama argentino de 2017 dirigido por Anahí Berneri, com 83 minutos de duração e classificação indicativa de 14 anos.
A protagonista é uma mãe solo que trabalha como prostituta e tenta equilibrar a criação do filho pequeno com a rotina de um mercado ilegal e perigoso.
Quando uma batida policial destrói sua estrutura, ela se vê expulsa do apartamento que dividia com o filho e parte em busca de alternativas para não voltar à rua.
O roteiro acompanha sua tentativa de reconstruir a vida dentro de um sistema que promete protegê-la, mas raramente cumpre.
Linha do tempo e legado
Alanis foi exibido pela primeira vez no Festival de Locarno, em agosto de 2017, onde Sofía Gala Castaglione levou o prêmio de Leopardo de Melhor Atuação, dividindo o reconhecimento do júri.
O longa também circulou por festivais de cinema autoral na América Latina e na Europa, ganhando espaço no circuito de mostras que privilegiam o cinema social latino-americano.
No Brasil, chegou por meio de mostras pontuais e mostras universitárias, mantendo perfil de filme de arte. Hoje é lembrado como um dos retratos mais honestos do cinema argentino recente sobre maternidade, trabalho sexual e invisibilidade social.
Para quem pesquisa o circuito de festivais e dramas argentinos, é uma referência obrigatória da filmografia de Anahí Berneri.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Anahí Berneri dispensa o melodrama. A câmera quase documental respeita o silêncio da protagonista, e Sofía Gala Castaglione entrega uma interpretação contida, física, sem apelações fáceis. É drama social de altíssimo nível.
Ponto fraco: a narrativa é propositalmente lenta e introspectiva, o que exige paciência do espectador. Quem procura reviravoltas ou conflito expositivo pode sentir a segunda metade arrastada.
O filme também não oferece respostas confortáveis sobre prostituição, maternidade ou Estado. Ele mostra e pronto.
Curiosidades de bastidores
- Anahí Berneri pesquisou o roteiro por quase dois anos com mulheres em situação de prostituição em Buenos Aires antes de rodar.
- O título original do projeto era Alanis Blues, referência ao hit que Alanis Morissette gravou nos anos 90 sobre uma experiência traumática.
- A película é filmada em locações reais da zona portuária de Buenos Aires, com atores não profissionais circulando em cena.
- Sofía Gala Castaglione chegou a ser proibida de entrar na Argentina para a estreia após polêmicas extracinematográficas, mas acabou recebendo a premiação remotamente.
Perguntas frequentes
Alanis tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma seca, no meio de um plano, reforçando a sensação de ciclo inacabado típico do cinema social argentino.
Onde assistir Alanis online?
O filme circulou em mostras e festivais no Brasil. Para saber se está em streaming, confira a programação atualizada logo abaixo nesta página.
Alanis é baseado em fatos reais?
Não é uma biografia, mas a história foi construída a partir de entrevistas com trabalhadoras sexuais argentinas e reflete um contexto jurídico real: a prostituição é regulamentada de forma contraditória em Buenos Aires, o que deixa mulheres em situação vulnerável.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de arte latino-americano, especialmente da nova geração de diretoras argentinas (Lucrecia Martel, Anahí Berneri, Natalia Meta).
- Espectadores que curtem dramas sociais crus, como o próprio cinema de Anahí Berneri e obras próximas de As Panteras Negras e Lady Bird em retrato de maternidade real.
- Programadores de mostras e curadores de cinema autoral que buscam retratos honestos sobre trabalho sexual, gênero e exclusão urbana.
Título original: Alanis
País de origem: Argentina
Distribuidora: Festival
Diretor: Anahí Berneri
Principais atores: