Afeganistão
O que você vai ver
O documentário Afeganistão reúne registros filmados em 16mm por Ria Hackin, também conhecida como Marie-Alice, durante as expedições arqueológicas dos anos 1930 nos sítios de Begram e Bamiyan, de onde veio grande parte do acervo afegão do Museu Guimet.
As filmagens mostram paisagens afegãs e ruínas em preto e branco e, depois, em Kodachrome colorido, um material raro que documenta um país antes das guerras que marcaram o fim do século XX.
A sessão nos cinemas vem acompanhada por trilha sonora selecionada por Vincent Moon e Priscilla Telmon, com diferentes períodos da música afegã, o que transforma a projeção em uma espécie de concerto-imagem.
O trabalho da diretora Ria Hackin ao lado do marido Joseph Hackin e do arquiteto Jean Carl é o coração do filme, e também o motivo de ele existir: ela filmou, mas morreu aos 55 anos, em 1941, a bordo do navio Jonathan Holt, torpedeado por alemães perto da costa da Bretanha, antes de partir para uma nova missão na Ásia.
Estreia e legado
Afeganistão chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, em circuito de festival, como sessão especial de curta-metragem acompanhada por música ao vivo.
Mais de 80 anos depois das filmagens originais, o material se tornou um documento histórico valioso, já que os sítios de Bamiyan e Begram foram profundamente alterados pelos conflitos afegãos.
As imagens de Ria Hackin funcionam, hoje, como um dos últimos registros em movimento dessas paisagens e escavações antes da devastação. Por isso, a sessão de 2017 foi tratada como evento raro, voltada a quem se interessa por cinema de arquivo, arqueologia e música do mundo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o material em 16mm é raro e historicamente precioso, principalmente as cenas coloridas em Kodachrome, que mostram um Afeganistão praticamente impossível de ver em qualquer outro lugar.
A trilha de Vincent Moon dá ritmo à sessão e transforma a projeção em algo próximo de uma instalação audiovisual.
Ponto fraco: com apenas 57 minutos e sem narração explicativa, o filme exige curiosidade prévia sobre arqueologia e história afegã, e pode frustrar quem espera documentário convencional com entrevistas e contexto falado.
Curiosidades
- As filmagens foram feitas primeiro em preto e branco e, em seguida, em Kodachrome colorido, um dos primeiros processos de cor em 16mm.
- Ria Hackin morreu em 1941, aos 55 anos, a bordo do navio Jonathan Holt, torpedeado por alemães na costa da Bretanha, antes de iniciar uma nova missão na Ásia.
- A trilha da sessão foi curada por Vincent Moon e Priscilla Telmon, percorrendo vários períodos da música afegã, do tradicional ao contemporâneo.
Perguntas frequentes
Afeganistão é documentário ou ficção?
É um documentário de arquivo, montado a partir de filmagens reais feitas nos anos 1930 por Ria Hackin durante expedições arqueológicas.
Qual a duração de Afeganistão?
O filme tem 57 minutos, e a sessão inclui apresentação musical ao vivo com trilha selecionada por Vincent Moon e Priscilla Telmon.
Afeganistão tem cena pós-créditos?
Não. Por se tratar de uma montagem de imagens de arquivo acompanhada de música, o filme não trabalha com a estrutura tradicional de pós-créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de arquivo e documentários históricos em película.
- Interessados em arqueologia, Museu Guimet e história do Afeganistão antes das guerras.
- Quem acompanha o trabalho de Vincent Moon e se interessa por música do mundo e sessões com trilha ao vivo.
Título original: Afghanistan
País de origem: França
Data do lançamento: 16/03/2017
Distribuidora: Festival
Diretor: Ria Hackin