O que esperar do filme
Um jumbo 747 lotado de milionários cai no oceano após um ataque a bordo e fica submerso, mas com ar suficiente para manter os passageiros vivos por algumas horas. É basicamente Tubarão dentro de um avião, com a claustrofobia de Horário de Visitas e a pose de desastre-catástrofe de outras bilheterias dos anos 70.
O ponto de partida é a coleção de arte do magnata Philip Stevens, interpretada por James Stewart. A bordo ainda estão Olivia de Havilland, Christopher Lee e Joseph Cotten, em um casting de veteranos de Hollywood difícil de repetir hoje.
No meio do caos entra o piloto Don Gallagher, vivido por Jack Lemmon, que precisa transformar o cockpit inundado em sala de guerra.
Linha do tempo e legado
Estreou em 8 de julho de 1977 nos EUA e chegou ao Brasil no mesmo ano. Faz parte da franquia Airport, iniciada em 1970 com o vencedor do Oscar Airport.
Foi a terceira grande produção catástrofe a dominar a temporada norte-americana daquele ano, meses antes de Star Wars mudar a cara das bilheterias. A receita de 30 milhões de dólares em 1977 confirma o apelo popular do formato.
Hoje é lembrado como curiosidade de época, não como clássico do suspense aeronáutico. A cena do piloto na cabine inclinada virou referência visual em filmes posteriores, e o elenco funciona como um bingo de estrelas veteranas de Hollywood.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco é um achado histórico. Ver James Stewart, Jack Lemmon, Olivia de Havilland, Christopher Lee e Joseph Cotten dividindo tela já vale a sessão.
A direção de Jerry Jameson segura bem a tensão do cockpit submerso, e Lee Grant rouba as cenas como a passageira mais esperta da cabine.
Ponto fraco: o ritmo é lento demais para os padrões atuais, com diálogos expositivos que hoje soam teatrais. A ação fora do avião é genérica, e a resolução exige suspensão de descrença alta.
Não é um filme para quem busca tensão seca tipo Cidade dos Sonhos, mas funciona bem como sessão nostálgica.
Curiosidades de bastidores
- A cabine submersa foi construída em tanque real nos estúdios Universal, com 1,4 milhão de dólares só na cenografia do cockpit inclinado.
- Jack Lemmon e James Stewart nunca tinham trabalhado juntos antes, apesar de serem dois dos maiores astros da mesma geração de Hollywood.
- Olivia de Havilland aparece como passageira, em um dos últimos papéis de relevância da carreira da eterna Melanctha de E Tudo o Vento Levou.
Perguntas frequentes
Aeroporto 77 é bom? É um entretenimento honesto, datado, que funciona pelo elenco e pela premissa claustrofóbica. Não é brilhante, mas diverte quem curte o estilo desastre dos anos 70.
Aeroporto 77 tem cena pós-créditos? Não. O filme termina nos créditos tradicionais, sem gancho extra ou sequência surpresa.
Aeroporto 77 faz parte de qual franquia? É o terceiro filme da série Airport, iniciada com o vencedor do Oscar Airport (1970) e seguida por Aeroporto (1975) e Aeroporto 79 - O Boeing 747 em Chamas (1979).
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema-catástrofe dos anos 70, especialmente a franquia Airport e produções como Damien - A Profecia 2
- Admiradores do carisma de James Stewart, Jack Lemmon, Christopher Lee e Olivia de Havilland, com interesse na Hollywood clássica
- Curiosos por elenco-all-star antigo que curtem ver veteranos de estúdio dividindo tela
Título original: Airport 77
País de origem: EUA
Data do lançamento: 08/07/1977
Diretor: Jerry Jameson
Principais atores: