Veja o trailer do filme Adrenalina
Premissa
Chev Chelios é um assassino de aluguel que decide se aposentar antes de morrer. No lugar de uma bala, o que ele recebe é uma injeção com o "Beijing Cocktail", uma toxina que derruba os níveis de adrenalina até o coração parar.
O relógio passa a contar a vida dele em horas. Sem antídoto conhecido, a saída é manter o corpo em estado constante de ação: adrenalina sintética, brigas de rua, sexo perigoso, atropelamentos e corrida nua pelo centro de Los Angeles.
Dirigido pela dupla Mark Neveldine e Brian Taylor, o longa virou referência do cinema underground de pancadaria dos anos 2000, misturando suspense quase cômico com energia de videogame.
Estreia e legado
Adrenalina chegou aos cinemas brasileiros em 1º de dezembro de 2006, distribuído pela California Filmes, com o título original Crank. Estreou em um momento em que Jason Statham já era rosto frequente em filmes de ação B, mas ainda não tinha se tornado nome de bilheteria global.
O longa dividiu a crítica especializada: Metacritic marcou 57/100 e o Rotten Tomatoes parou em 62%, mas ganhou fãs fiéis em home video, locadoras e madrugada de TV a cabo.
É citado até hoje como a matriz do cinema de Statham puramente físico, ao lado de títulos como Corrida Mortal. Em 2009 ganhou sequência direta, e em 2013 uma série derivada, Gamer. Hoje aparece em listas de "melhores filmes de ação subestimados" e em tributos a Statham no YouTube.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o ritmo insano de 83 minutos. A premissa é uma desculpa para uma sequência de ações sem pausa, com câmera na mão, cortes agressivos e o carisma seco de Statham carregando cada cena.
Ponto alto: cenas de ação criativas, como o ataque a cavalo em plena rua, a perseguição de helicóptero e o combate dentro de um porão de Chinatown. São ideias que normalmente custariam três vezes o orçamento.
Ponto fraco: o roteiro se apoia quase totalmente na sensação de urgência, com diálogos funcionais e arco dramático raso. Quem espera narrativa densa vai sair frustrado.
Ponto fraco: o humor é propositalmente grosseiro. O tom de pastiche não combina com quem prefere ação mais "séria" como Velozes & Furiosos 7.
Curiosidades
- Algumas cenas de ação foram realmente gravadas com os atores em segurança zero, sem dublês, graças à direção de Neveldine e Taylor, conhecidos por manobras radicais.
- O baixista do Linkin Park, Chester Bennington, aparece como um cliente de hospital e gravou a versão rock da música de abertura do filme.
- O título alternativo usado em mercados internacionais foi Crank: High Voltage não oficialmente, o que confundiu muita gente com a sequência Assassino a preço fixo 2 - A ressurreição.
Perguntas frequentes
Adrenalina tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais mostram apenas imagens alternativas de Statham na câmera, em tom de gag. O filme termina antes do tradicional stinger.
Adrenalina é baseado em algum livro?
Não. O roteiro é original da dupla Mark Neveldine e Brian Taylor, pensado para Statham.
Qual é a classificação etária do filme?
É classificado como não recomendado para menores de 18 anos no Brasil, por violência explícita, sexo e uso de drogas.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Jason Statham e do estilo bruto de pancadaria de bairro estilo anos 2000.
- Quem curte filmes de corrida contra o relógio ao estilo Corrida Mortal e ação cerebralmente nula.
- Público que gosta de direção estilizada, câmera na mão e montagem frenética próxima de videoclipe.
Título original: Crank
País de origem: americana
Data do lançamento: 01/12/2006
Distribuidora: California Filmes
Diretor: Mark Neveldine, Brian Taylor
Principais atores: