Veja o trailer do filme Ad Astra

Ad Astra

Sobre o que é Ad Astra

Em um futuro próximo, a humanidade já coloniza a Lua e Marte. Roy McBride é um engenheiro da Força Espacial que mantém a calma em qualquer situação, mesmo quando pulsa de ansiedade.

Após uma série de descargas elétricas que ameaçam a vida na Terra, ele é convocado para uma missão discreta: cruzar o sistema solar até Netuno, onde seu pai desapareceu há 16 anos.

O problema é que Clifford McBride pode estar vivo, e por trás das anomalias. Brad Pitt carrega esse peso silencioso com uma contenção que domina o filme inteiro.

A premissa mistura ficção científica clássica com drama de paternidade, sem nunca virar blockbuster de ação.

Lançamento e legado

Ad Astra chegou aos cinemas brasileiros em 26 de setembro de 2019, distribuído pela Fox Film. O filme custou cerca de 100 milhões de dólares e arrecadou pouco mais de 132 milhões worldwide, um resultado considerado modesto para o orçamento.

Foi indicado ao Oscar de Melhor Efeito Sonoro e ganhou o Troféu Chopard no Festival de Cannes como revelação do ano. O grande legado veio pela estética: Hoyte van Hoytema, o mesmo de Interestelar, assinou a fotografia.

Hoje o longa é lembrado como uma das raras ficções científicas hollywoodianas dos anos 2010 que tentou parar de fazer barulho. Quem curte sci-fi introspectivo costuma citá-lo ao lado de obras como Solaris e 2001.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Brad Pitt entrega uma das interpretações mais contidas da carreira, e a sequência do macaco na Lua já virou imagem de arquivo da ficção científica moderna.

A direção de James Gray acerta no tom melancólico, com silêncios que pesam mais que explosões. A trilha de Max Richter costura tudo com sutileza.

Ponto fraco: O terceiro ato perde força, com reviravoltas convenientemente dramáticas e um encerramento que não responde todas as perguntas que abriu.

Quem espera sci-fi cheio de tiroteio espacial vai sair frustrado. O filme pede paciência.

Curiosidades de bastidores

  • O astronauta Donald Sutherland vive o velho amigo de Clifford McBride em uma ponta que roubou a cena
  • A NASA deu consultoria ao longa, e o astronauta Joseph M. Acaba serviu de dublê parcial de Pitt nas cenas de gravidade zero
  • Brad Pitt fez a maior parte das cenas de pilotagem sozinho, dentro de uma réplica construída para sentir o isolamento do personagem

Perguntas frequentes

Ad Astra tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a tela escurecendo e pronto. Pode levantar do sofá sem medo de perder nada.

Qual é a classificação indicativa?

No Brasil, recebeu 14 anos, por conta de violência pontual e algumas cenas de tensão. A definição final cabe à Classind.

Ad Astra é baseado em livro?

Não. O roteiro é original de James Gray e Ethan Gross, embora o título seja inspirado no seriado espacial peruano dos anos 1970.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica introspectiva no estilo de Interestelar e Solaris
  • Quem curte dramas sobre paternidade, silêncio e trauma familiar
  • Apaixonados por design de produção futurista e fotografia deHoyte van Hoytema