Veja o trailer do filme Achados e Perdidos
O Filme
Um delegado aposentado acorda em meio a uma investigação onde ele mesmo pode ser o culpado. Achados e Perdidos, dirigido por José Joffily, é um drama policial que troca os holofotes da ação pelo suor frio de um homem de 60 anos que perdeu a memória da noite anterior.
Vieira, vivido por Antônio Fagundes, mantém um caso com a prostituta Magali (Zezé Polessa). No dia seguinte ao encontro, ela é encontrada morta, amarrada nua à cama, com saco plástico na cabeça. Vieira vira suspeito número um. Só que ele estava bêbado e não se lembra de nada.
A partir daí, o filme mergulha num noir carioca seco, com corrupção policial, chantagem política e uma relação inesperada com a jovem Flor (Juliana Knust), amiga da vítima.
Estreia e Legado
Achados e Perdidos chegou aos cinemas brasileiros em 28 de abril de 2006, em circuito limitado. É um filme de nicho, feito para o público que consome cinema adulto nacional em sala de arte.
O longa integra a fase mais autoral do diretor José Joffily, ao lado de obras como O Amor no Divã e O Bem Amado. Não levou Oscar nem Palma de Ouro, mas circulou por festivais e ganhou口碑 entre críticos que acompanham o cinema brasileiro de gênero.
Hoje, é lembrado como um dos papeis mais crus de Antônio Fagundes no cinema, longe dos galãs da Globo. Aparece em listas de policial brasileiro recomendado a quem curte tramas morais sem herói.
Vale o Ingresso?
Ponto alto: o trio central funciona bem. Fagundes carrega o peso do protagonista com economia, Zezé Polessa entrega uma Magali marcante nas poucas cenas em que aparece, e Juliana Knust dá à Flor uma fragilidade que segura a segunda metade.
A direção de Joffily é contida, quase documental, e isso combina com o tema. A fotografia suja do Rio noturno ajuda a compor o clima de beco sem saída.
Ponto fraco: o ritmo é lento de verdade, e o roteiro deixa fios soltos, principalmente no desfecho da chantagem política. Quem espera reviravolta estilo Se7en pode achar o andamento arrastado.
É um filme para espectador paciente, não para maratona.
Curiosidades
- O roteiro é baseado em peça de teatro de José Joffily e Mário Prata, depois adaptada para o cinema
- Antônio Fagundes topou o papel justamente para sair da zona de conforto dos personagens de novela
- Babu Santana, hoje conhecido por Tropa de Elite, aparece em papel secundário como marginal da história
Perguntas Frequentes
Achados e Perdidos (2006) vale a pena?
Vale para quem curte drama policial brasileiro adulto, com elenco forte e clima noir. Não é filme de entertainment fácil, exige paciência.
Quem matou Magali no filme?
O longa deixa a resposta em aberto propositalmente, usando a amnésia alcoólica de Vieira como recurso narrativo. O desfecho é ambíguo.
Achados e Perdidos tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa fecha no clímax, sem cena extra depois dos créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de noir brasileiro e cinema policial sem mocinho
- Quem acompanha a filmografia de Antônio Fagundes além da TV
- Espectadores que curtem dramas morais com dilema de memória e culpa