A Rainha da Espanha

A Rainha da Espanha

Comédia Dramática Duração: 2h 8min

De Hollywood para Madri sem escalas

Anos 1950. Penélope Cruz interpreta Macarena Granada, uma atriz espanhola que atravessou o oceano e virou estrela em Holywood, mas que decide aceitar um convite para voltar à terra natal e gravar uma superprodução sobre a rainha Isabel, a Católica.

Logo na chegada a Madri, ela reencontra o diretor de seu filme anterior, agora às voltas com uma megaprodução problemática, e o reencontro com o ex-amante, interpretado por Jorge Sanz.

Dirigido por Fernando Trueba, o longa é a sequência tardia de Belle Époque (1992) e funciona quase como um reencontro de uma família de cinema.

Uma carta de amor ao cinema clássico

Lançado na Espanha em novembro de 2016 e distribuído no Brasil em 2017, A Rainha da Espanha foi a aposta de Trueba para revisitar os bastidores do cinema dos anos 1950 com olhar afetuoso, meio irônico.

Penélope Cruz comanda a produção e, na época, comentou em entrevistas que o roteiro parecia escrito sob medida para ela.

Embora não tenha repetido o impacto de Belle Époque (que levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1994), o longa circulou por festivais e angariou uma base fiel entre admiradores do cinema europeu clássico.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Penélope Cruz, Jorge Sanz e o elenco veterano faz qualquer cena ganhar cor. O figurino e a recriação dos anos 1950 funcionam como uma máquina do tempo.

Ponto fraco: o segundo ato se perde entre tantos subplots. A subtrama política com o prisioneiro americano (Mandy Patinkin e Cary Elwes) destoa do tom nostálgico e dilui o foco na protagonista.

É um filme de sabor, não de tensão. Para quem entra no clima, o passeio compensa.

Bastidores

  • É a sequência espiritual de Belle Époque (1992), vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, com parte do elenco original de volta.
  • Penélope Cruz é também produtora do longa, fruto de um desejo antigo de reviver a personagem.
  • Mandy Patinkin e Cary Elwes aparecem em uma subtrama ambientada num campo de prisioneiros, inspiração direta nos bastidores politizados do cinema da Guerra Fria.

Perguntas frequentes

A Rainha da Espanha é sequência de qual filme?

É a sequência tardia de Belle Époque (1992), também dirigido por Fernando Trueba, com Jorge Sanz reprisando o personagem principal.

Quem é a rainha do título?

Dentro da ficção, Macarena Granada interpreta a rainha Isabel, a Católica, em uma megaprodução ambientada no século XV.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. A narrativa se encerra antes dos créditos finais, sem teasers ou cenas extras.

Pra quem é este filme: