Veja o trailer do filme A Profecia
Um diplomata, um segredo e uma criança marcada
Robert Thorn (Liev Schreiber) é um diplomata americano que esconde da esposa um segredo pesado: o bebê que ela acabou de ter não sobreviveu, e ele aceitou adotar outra criança no lugar.
Seis anos depois, Damien (Seamus Davey-Fitzpatrick) começa a atrair eventos bizarros onde quer que vá. Padres se matam. Babás se jogam do alto. E a cada coincidência, uma certeza se forma em torno de Robert.
O filme dirigido por John Moore parte do roteiro de David Seltzer, o mesmo do clássico de 1976, para recolocar no mapa o subgênero de terror cristão em Hollywood.
Linha do tempo e legado
A Profecia chegou aos cinemas brasileiros em 6 de junho de 2006, apostando no nome The Omen e no marco de 666 — a data foi escolhida de propósito pela Fox.
O resultado foi morno: arrecadou cerca de US$ 120 milhões no mundo com orçamento de US$ 25 milhões, longe de ser um fracasso, mas também longe do fenômeno cultural do original.
Para a 20th Century Fox, o filme funcionou mais como um teste de marca do que como peça autoral. Hoje, ele é lembrado como uma curiosidade: o remake que existiu porque o nome ainda vendia, mas que pouco acrescentou à mitologia do Anticristo no cinema.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco adulto, especialmente Mia Farrow como a misteriosa Mrs. Baylock e David Thewlis como o padre desacreditado, entrega peso dramático em cenas que no original eram mais funcionais.
A direção de Moore trabalha bem o gradualismo do medo, sem antecipar demais o que vem pela frente.
Ponto fraco: a dependência excessiva de CGI nas mortes. O original de 1976 usava efeitos práticos que ainda assustam; aqui, decapitações e decapitações perdem o impacto porque o computador entrega o gore rápido demais.
A trilha de Marco Beltrami, embora competente, não substitui o peso do Ave Satani regravado por Elia Cmiral. Quem viu o original nota a comparação o tempo todo.
Por trás das câmeras
- O roteiro é de David Seltzer, o mesmo roteirista do original de 1976 — o que explica a sensação de refilmagem cena a cena.
- Billie Whitelaw, que no clássico de 1976 fez a Sra. Baylock, tem uma ponta no remake como uma freira no Vaticano, em forma de homenagem.
- A data de estreia, 6/6/06, foi escolhida de propósito para coincidir com o número 666, numa jogada de marketing da 20th Century Fox.
Perguntas frequentes
A Profecia (2006) é remake do original de 1976?
Sim, é refilmagem direta de The Omen, com o mesmo roteirista, David Seltzer, reescrevendo seu próprio texto para uma nova geração.
O filme vale a pena para quem nunca viu o original?
Vale. Funciona como thriller sobrenatural independente, com elenco sólido e clima bem construído, mesmo sem o impacto cultural da versão de 1976.
A Profecia tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina em cena fechada e não tem sequência extra nem teaser após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de terror cristão e filmes sobre profecias bíblicas, como O Exorcista e a saga Constantine.
- Quem gosta de thrillers institucionais com diplomatas, igrejas e conspirações políticas entre o Vaticano e a Casa Branca.
- Curiosos que nunca viram a versão de 1976 e querem uma porta de entrada para o subgênero do Anticristo no cinema.
Título original: The Omen
País de origem: EUA
Data do lançamento: 06/06/2006
Distribuidora: 20th Century Fox
Diretor: Richard Donner, John Moore
Principais atores: