Veja o trailer do filme A Princesa e o Sapo
Do beijo ao pântano: Nova Orleans no centro da magia
A Princesa e o Sapo é um clássico moderno da Disney que mistura conto de fadas, jazz e comida caseira em uma Nova Orleans que transborda personalidade. A protagonista é Tiana, jovem determinada que acumula turnos duplos para juntar dinheiro e abrir o próprio restaurante.
O plano vai por água abaixo quando ela aceita trabalhar na festa da amiga Charlotte e acaba beijando um sapo que jurava ser príncipe. Em vez de curá-lo, o feitiço atinge Tiana. A partir daí, o filme vira uma road movie pelo bayou com direito a jacaré trompetista, cobra mal-humorada e um vaga-lume apaixonado.
O ritmo é ágil, as piadas funcionam para todas as idades e a mensagem sobre trabalho duro nunca soa forçada.
Estreia,奖项 e o retorno do traço clássico
Lançado nos cinemas em 11 de dezembro de 2009, o longa marcou o retorno da Disney à animação 2D tradicional, depois de uma década apostando em CGI. A campanha de marketing foi massiva, com a boneca Tiana disputando espaço com as princesas clássicas nas lojas.
Recebeu três indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original por "Almost There". A trilha sonora assinada por Randy Newman dialoga com o jazz de Louis Armstrong e embala a viagem de Tiana pelo bayou com leveza e alma.
Quinze anos depois, o filme segue vivo em relançamentos, exibições especiais e no catálogo Disney+. É referência obrigatória sempre que se fala em representatividade dentro do estúdio e costuma ser citado ao lado de Moana - Um mar de aventuras quando o assunto é protagonismo feminino na casa.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a ambientação em Nova Orleans é o grande trunfo. Cenários pintados à mão cheiram a goma de tapioca, a trilha sonora respira jazz a cada cena e a protagonista trabalha, literalmente, para conquistar o que quer. É refresco na cara em tempos de princesas escolhidas pelo destino.
Ponto fraco: o terceiro ato acelera resoluções que mereciam mais tempo de tela, especialmente no arco do vilão Facilier, que desaparece da narrativa antes de causar o estrago prometido.
Curiosidades dos bastidores
- Os animadores passaram semanas em Nova Orleans pesquisando arquitetura, comida e música para capturar o espírito da cidade sem cair em estereótipos.
- Anika Noni Rose gravou "Almost There" em uma única tomada, sem cortes, durante a sessão final de gravação.
- O vaga-lume Ray foi inspirado no personagem Eeyore, de Winnie the Pooh, segundo os diretores John Musker e Ron Clements.
Perguntas frequentes
A Princesa e o Sapo é baseado em que conto?
O filme é inspirado no romance The Frog Princess, de E.D. Baker, que por sua vez é uma releitura do conto clássico dos Irmãos Grimm "O Rei Sapo".
Tiana é a primeira princesa negra da Disney?
Sim, ela é a primeira protagonista afro-americana oficial do cânone oficial de princesas Disney, marco importante na representatividade do estúdio.
A Princesa e o Sapo tem cena pós-créditos?
Não, o filme termina logo após a resolução do feitiço. Toda a narrativa é fechada dentro dos créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de fantasia com sabor musical que curtem trilhas sonoras com peso de personagem.
- Quem tem nostalgia da era 2D da Disney e procura um sucessor espiritual de Hércules e O Planeta do Tesouro.
- Pais que querem apresentar uma princesa com profissionalismo e ética de trabalho como referência para crianças em idade pré-escolar.
Título original: The Princess and the Frog
País de origem: EUA
Data do lançamento: 11/12/2009
Distribuidora: DISNEY / BUENA VISTA
Diretor: John Musker e Ron Clements, Ron Clements, John Musker