Veja o trailer do filme A Papisa Joana

A Papisa Joana

A Papisa Joana

Drama Histórico Duração: 2h 20min

Sobre o que é A Papisa Joana

Baseado no romance de Donna Woolfolk Cross, o longa acompanha Johanna von Ingelheim, jovem brilhante que se forma entre homens na escola religiosa da Catedral de Dorstadt, no início do século IX. Para sobreviver em Roma, ela assume a identidade de John Anglicus e sobe degrau por degrau dentro da hierarquia da Igreja.

O drama de época dirigido por Sönke Wortmann mistura política medieval, fé e romance proibido. A narrativa ganha tensão quando Johanna reencontra o monge Gerold e coloca em risco a identidade construída por anos.

Para quem aprecia histórico com pegada política, é um prato cheio, principalmente pelos paralelos silenciosos com discussões sobre poder clerical e papel da mulher que seguem atuais.

Quando estreou e como é lembrado

A Papisa Joana chegou aos cinemas alemães em outubro de 2009 e desembarcou no Brasil no fim daquele mesmo ano, em 31 de dezembro. Foi um dos maiores investimentos do cinema alemão na década, com produção assinada por Bernd Eichinger, o mesmo nome por trás de obras como O Perfume: A História de um Assassino.

O filme não levou Oscars nem palmeados de Cannes, mas virou referência dentro do circuito de drama europeu, disputando o Goya de Melhor Filme Europeu em 2010. A trilha de Michael Nyman virou um dos pontos mais lembrados da produção.

Hoje é citado quando se discute representatividade feminina em narrativas históricas, embora a própria existência da Papisa seja tratada por historiadores como mito medieval persistente. Ainda assim, a película mantém fãs cativos no streaming e segue aparecendo em listas sobre mulheres que enganaram o poder.

Vale o ingresso?

Ponto alto: A direção de arte capricha em figurinos, castelos e na Roma papal do século IX, criando uma ambientação que segura a atenção sozinha. A cena do parto, longa e polêmica, divide plateias, mas é executada com tensão real.

Ponto alto: A atuação de Johanna Wokalek no papel central é contida e eficiente, sustentando uma personagem que precisa se virar entre ambiguidade moral e devoção.

Ponto fraco: O segundo ato arrasta, com cenas de cortejo papal e política interna que poderiam render trinta minutos a menos. Quem espera ação vai estranhar o tom contemplativo.

Ponto fraco: O romance entre Johanna e Gerold (David Wenham) soa datado e melodramático em alguns momentos, prejudicado por uma química apenas razoável entre os dois.

Curiosidades rápidas

  • O produtor Bernd Eichinger bancou o projeto como seu sucessor espiritual de O Perfume, apostando pesado no cinema histórico alemão.
  • A lenda da Papisa Joana aparece registrada pela primeira vez em crônicas do século XIII, cerca de quatrocentos anos após o suposto papado.
  • A trilha sonora de Michael Nyman foi gravada em Munique com orquestra completa e ganhou álbum próprio, o que é raro para um longa de época alemão.

Perguntas frequentes

A Papisa Joana é baseada em fatos reais?

Não há consenso histórico. A maioria dos estudiosos trata a história como mito medieval, mas o romance de Donna Woolfolk Cross e o filme de Wortmann usam a lenda como ponto de partida para discutir poder eclesiástico e papel feminino na Igreja.

Quem dirige A Papisa Joana?

A direção fica com o cineasta alemão Sönke Wortmann, conhecido por comédias populares na Alemanha e por dramas como O Plano Imperfeito.

Qual a duração e classificação do filme?

São 140 minutos, com classificação indicativa para maiores de 14 anos, principalmente por conta da cena do parto e do conteúdo sexual moderado entre Johanna e Gerold.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de drama histórico europeu e reconstituições de época
  • Leitores de romances baseados em lendas medievais, como O Nome da Rosa, e obras de Donna Woolfolk Cross
  • Curiosos por narrativas sobre mulheres que desafiaram estruturas de poder, como em Lion - Uma Jornada para Casa e outras cinebiografias