Veja o trailer do filme A Número Um
A Número Um
Sobre o que é A Número Um
Numéro Une, exibido no Brasil como A Número Um, coloca o espectador dentro de um conselho de administração francês — e, por tabela, dentro do cotidiano de uma mulher que chegou lá.
Emmanuelle Blachey é engenheira, casada há duas décadas e mãe de dois filhos. Depois de anos de trabalho duro, ela comanda a Trident, gigante do setor de energia na França.
Quando um grupo de mulheres influentes decide lançá-la ao cargo máximo de uma grande corporação, a vida aparentemente perfeita começa a rachar. O filme expõe, com frieza cirúrgica, os mecanismos de exclusão que operam nos bastidores do poder corporativo.
É uma comédia dramática sobre ambição, solidão e o custo invisível de ser a única mulher na sala.
Estreia e legado
A Número Um chegou aos cinemas brasileiros em 8 de março de 2018, coincidindo com o Dia Internacional da Mulher — escolha de programação deliberada da distribuidora Imovision.
O longa marcou o retorno de Tonie Marshall à direção, dez anos após Pari(s)? (2007), e foi selecionado para abrir o Festival de Cinema Feminino de Créteil, na França.
Marshall tornou-se, com este trabalho, uma das raras diretoras a abordar o mundo dos negócios sob ótica feminina no cinema francês, somando-se a uma filmografia rara e cada vez mais revisitada.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a interpretação de Emmanuelle Devos. Ela sustenta a película inteira nos ombros, equilibrando a fachada de executiva segura com a fragilidade de quem sabe que um passo em falso custa caro. Os diálogos entre ela e Suzanne Clément têm faísca genuína.
Ponto fraco: o ritmo é contido demais na segunda metade. Quem espera reviravoltas constantes ou um desfecho catártico pode achar a narrativa mais descritiva do que dramática.
O roteiro prefere observar a engrenagem do machismo corporativo a denunciá-la com unhas afiadas — opção válida, mas que exige paciência do espectador.
Curiosidades dos bastidores
- Tonie Marshall é uma das poucas diretoras francesas a abordar o mundo corporativo sob ótica feminina, retomando um tema raro no cinema europeu.
- Emmanuelle Devos e Suzanne Clément já tinham trabalhado juntas em La Femme de mon frère (2019) e mantêm uma química visível fora do roteiro.
- O título original, Numéro Une, é um trocadilho com o cargo de presidente-executiva e o número um — lugar que Emmanuelle almeja ocupar.
Perguntas frequentes
A Número Um é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficção, mas se inspira em casos reais de executivas francesas que enfrentam a cultura masculina dos conselhos de administração.
A Número Um tem cena pós-créditos?
Não. O filme encerra com os créditos finais imediatamente após a última cena, sem teaser extra.
Qual é a classificação indicativa de A Número Um?
A Número Um é indicado para maiores de 14 anos, com cenas de tensão emocional e discussão de temas adultos como assédio e desigualdade de gênero.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas franceses contemporâneos com protagonistas femininas complexas, como Mommy e Coco Antes de Chanel.
- Quem trabalha ou se interessa pelo universo corporativo, boardrooms e dinâmicas de poder em grandes empresas.
- Leitoras e leitores de não-ficção sobre mercado de trabalho, igualdade de gênero e cultura organizacional.
Título original: Numéro Une
País de origem: França
Data do lançamento: 08/03/2018
Distribuidora: Imovision
Diretor: Tonie Marshall
Principais atores: