Veja o trailer do filme A noiva de Frankenstein

A noiva de Frankenstein

A noiva de Frankenstein

O que esperar do filme

Poucas continuações na história do terror conseguem superar o original. A Noiva de Frankenstein consegue — e por larga margem. Dirigido por James Whale em 1935, o filme retoma a criatura de Boris Karloff logo após o incêndio do castelo no longa de 1931.

Contra todas as expectativas, o monstro sobrevive e ganha voz, hábitos e até senso de humor. Tudo graças à convivência com um ancião cego que vivia isolado nas montanhas, em uma das cenas mais comoventes de toda a série de monstros da Universal.

A paz acaba quando o Dr. Pretorius, um ex-profesor de Frankenstein interpretado com vil prazer por Ernest Thesiger, sequestra a esposa do cientista para obrigá-lo a criar uma fêmea — a tão esperada noiva.

Linha do tempo e legado

Lançado em 1935 nos Estados Unidos, A Noiva de Frankenstein foi recebido como uma melhoria técnica e artística em relação ao primeiro filme. A crítica da época elogiou a direção expressionista de Whale e a icônica performance de Elsa Lanchester no papel duplo de Mary Shelley e da Noiva.

Hoje o longa é estudado em escolas de cinema como marco do horror gótico e influência direta de tudo que veio depois — de Frankenstein moderno até paródias em fantasia e comédia. Frequentemente aparece em listas dos melhores filmes de terror já feitos, lado a lado com obras que vieram décadas depois.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de James Whale é teatral no melhor sentido. Os enquadramentos, os planos inclinados do laboratório e o jogo de sombras criam uma atmosfera que o cinema de terror moderno ainda tenta emular. A Noiva, com seu cabelo em pé e o grito estridente, virou ícone pop instantâneo.

Ponto fraco: os 75 minutos passam voando, o que pode frustrar quem espera uma trama mais densa. A versão exibida no Brasil em 2017 pela distribuidora Festival é tecnicamente impecável, mas não espere efeitos especiais que impressionem pelo lado visual — o impacto aqui é todo emocional e simbólico.

Curiosidades de bastidor

  • Elsa Lanchester odiava maquiagem e chegou a desmaiar durante as longas horas de produção do visual da Noiva.
  • O roteiro passou por censuras pesadas do Código Hays, que obrigou a equipe a suavizar várias cenas de violência e sugestão.
  • James Whale se afastou do cinema por anos após o fracasso de seu filme seguinte, em parte pelo estresse dessa produção.

Perguntas frequentes

A Noiva de Frankenstein é melhor que o primeiro filme?

Muitos críticos e fãs consideram este longa superior ao original de 1931, especialmente pela direção mais segura de James Whale e pelo roteiro que mistura horror, humor e crítica social.

É preciso ter visto Frankenstein (1931) antes?

Não é obrigatório, mas ajuda a entender as referências. O filme funciona sozinho, embora perca um pouco do impacto emocional da continuação.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. Por ser um clássico dos anos 1930, A Noiva de Frankenstein termina nos créditos finais, sem cenas extras ou teasers.

Pra quem é este filme:

  • Entusiastas de cinema clássico que colecionam edições de suspense e terror em mídia física.
  • Fãs de horror gótico interessados na mitologia dos monstros da Universal e em figuras como Boris Karloff.
  • Estudantes e curiosos sobre a história do cinema que querem entender como nasceu o terror como linguagem própria.

Título original: The Bride of Frankenstein

País de origem: Estados Unidos

Data do lançamento: 16/03/2017

Distribuidora: Festival

Diretor: James Whale, Bill Condon

Principais atores: