Veja o trailer do filme A Mexicana

A Mexicana

A Mexicana

A Mexicana e a mala de viagem mais arriscada do cinema

Jerry Welbach é um gângster de meia-tigela que coleciona problemas. O chefão da máfia manda ele atravessar a fronteira do México para recuperar uma pistola antiga, a lendária "A Mexicana", supostamente amaldiçoada. Enquanto isso, a namorada Samantha ameaça terminar o relacionamento se ele não mudar de vida.

O dilema vira uma corrida contra o tempo, com Jerry no México tentando não morrer, e Samantha presa como refém nos Estados Unidos — sem saber bem o que está acontecendo. A comédia surge justamente desse pingue-pongue entre as duas histórias paralelas.

O longa marca um dos encontros mais esperados entre Brad Pitt e Julia Roberts, dois dos maiores nomes de Hollywood nos anos 2000, sob a direção de Gore Verbinski, antes de ele se consagrar com Piratas do Caribe.

Como A Mexicana foi recebida em 2001

A Mexicana chegou aos cinemas brasileiros em abril de 2001, em um momento em que Brad Pitt e Julia Roberts eram praticamente reis e rainhas de Hollywood. O filme estreou em primeiro lugar nas bilheterias dos EUA, arrecadando mais de 20 milhões de dólares no fim de semana de abertura.

Apesar do bom arranque comercial, a crítica foi dura: a produção foi indicada ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz para Julia Roberts e não emplacou entre os principais prêmios. Com o tempo, virou um típico cult movie de sessão da tarde.

Hoje é lembrado como um exemplar curioso do cinema de comédia e romance de virada de milênio, com aquela vibe de road movie desastrada que o público redescobriu em reprises na TV aberta.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Brad Pitt e Julia Roberts, mesmo separados em duas linhas narrativas distintas. Os dois sabem carregar uma cena de comédia com um olhar ou uma pausa.

Ponto alto: o elenco de apoio, com direito a um James Gandolfini divertidíssimo no papel de um sequestrador filosófico, e um J.K. Simmons já mostrando o carisma que o faria virar ícone do cinema anos depois.

Ponto fraco: o roteiro perde fôlego no segundo ato. A subtrama com o sequestrador se estica além do necessário e a piada da pistola amaldiçoada nunca convenceu ninguém.

Ponto fraco: algumas situações beiram o caricato e dependem de coincidências absurdas para funcionarem, especialmente no desfecho.

Bastidores e curiosidades

  • Gore Verbinski dirigiu o longa logo após O Curioso Caso de Benjamin Button em termos de parcerias com Pitt, e antes de explodir com a franquia Piratas do Caribe.
  • A pistola que dá nome ao filme foi inspirada em revólveres reais do início do século XX, com produção artesanal de peçascenográficas para parecer amaldiçoada.
  • James Gandolfini e Julia Roberts improvisaram várias cenas juntos, o que explica o tom de conversa solta entre sequestrador e refém.

Perguntas frequentes sobre A Mexicana

A Mexicana tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina de forma definitiva antes mesmo dos créditos começarem a subir, sem nenhuma cena extra para esperar.

A Mexicana é baseada em fatos reais?

Não. A história é uma ficção original do roteirista J.H. Wyman, que se inspirou em lendas mexicanas sobre armas amaldiçoadas para criar a premissa.

Onde assistir A Mexicana em streaming?

O filme circula em catálogos rotativos de plataformas digitais e locadoras online, sem permanência fixa em um serviço específico. Vale conferir a grade atualizada na sua plataforma preferida.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédias românticas dos anos 2000 que curtem aquele humor de sitcom alongada.
  • Quem acompanha a filmografia de Brad Pitt e Julia Roberts e quer ver o único filme em que dividem o protagonismo de fato.
  • Admiradores de road movies desastradas com tempero de máfia e viagem ao México.