Veja o trailer do filme A Menina Índigo
A Menina Índigo
Sobre o que é A Menina Índigo
Sofia tem 7 anos e não cabe no formato da escola tradicional. Em vez de fazer lição, pinta paredes inteiras de um jeito que nenhum adulto consegue explicar.
É essa cena — uma sala de aula completamente transformada — que tira o pai de Sofia da rotina de jornalista e o coloca de frente com uma filha que ele mal conhece.
Aos poucos, o pai percebe que a menina não é apenas criativa: ela tem o dom de curar pessoas doentes, e esse talento muda a vida de toda a família. O drama familiar vai ganhando camadas espirituais sem perder o tom intimista, e a câmera de Wagner de Assis acompanha essa descoberta com calma.
O longa parte de uma premissa simples — pai e filha se reaproximando — para entrar em temas delicados como infâncias fora do padrão, mediunidade e o peso de ser diferente numa família comum.
Estreia e legado
A Menina Índigo chegou aos cinemas brasileiros em 12 de outubro de 2017, com distribuição da FICI e duração de 114 minutos. O longa integra a filmografia de Wagner de Assis, diretor já conhecido por adaptar Kardec, outro filme de temática espiritualista, e tem ligação temática com obras como Nosso Lar e Kardec.
Mais de sete anos depois da estreia, o filme segue vivo no circuito de sessões espíritas, mostras temáticas e streamings religiosos, com públicos que revisitam a obra periodicamente. Não disputou Oscar nem premiações de festivais grandes, mas ocupa um lugar consolidado no filão do cinema espiritualista brasileiro.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a relação pai-filha é honesta, sem cair no melodrama barato. Murilo Rosa entrega um pai ausente que reaprende a amar, e a pequena Letícia Braga segura bem as cenas mais delicadas.
O roteiro ainda tem sensibilidade para abordar a escola tradicional como um sistema que exclui crianças fora da curva, algo que muitos pais reconhecem na própria rotina.
Ponto fraco: a abordagem do dom espiritual é superficial. Quem espera uma investigação mais profunda sobre mediunidade pode sair frustrado.
O ritmo também é lento demais na metade final, e o terceiro ato aposta em soluções fáceis para conflitos que pediam mais ambiguidade.
Curiosidades
- O filme foi distribuído pela FICI, com circuito de exibição ligado a mostras espíritas e sessões especiais pelo Brasil.
- Wagner de Assis já tinha no currículo a adaptação de Kardec e depois assinaria Nosso Lar, formando uma trilogia de dramas espiritualistas.
- A estreia nacional aconteceu em 12 de outubro de 2017, Dia de Nossa Senhora Aparecida, data simbólica para o público do segmento.
Perguntas frequentes
A Menina Índigo é baseado em fatos reais?
Não. É uma ficção, embora dialogue com o conceito das chamadas crianças índigo e com temas da doutrina espírita, como mediunidade e cura.
Qual a classificação etária?
O filme é classificado como livre, podendo ser visto por toda a família, embora as discussões sobre espiritualidade exijam certo nível de leitura dos pais.
Quem é o diretor de A Menina Índigo?
A direção é de Wagner de Assis, mesmo realizador de Kardec e Nosso Lar, conhecido por adaptar obras de temática espírita.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Kardec e do cinema espiritualista brasileiro, interessados em temas como mediunidade e crianças com dons especiais.
- Pais e mães que se identificam com histórias de reconexão familiar e com a dificuldade de lidar com crianças fora do padrão escolar tradicional.
- Quem curte dramas intimistas com pegada humanista, no estilo de Wagner de Assis, e gosta de comparar narrativas de cura e espiritualidade como em Nosso Lar.
Título original: A Menina Índigo
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 12/10/2017
Distribuidora: FICI 2017
Diretor: Wagner de Assis
Principais atores: