Veja o trailer do filme A Maldição do Anel

A Maldição do Anel

A Maldição do Anel

Fantasia Aventura Duração: 3h 4min

O que esperar do filme

Em A Maldição do Anel, Siegfried é um ferreiro sem memória do próprio passado. Ele descobre a origem nobre no momento em que derruba o dragão Fafnir e herda um anel que controla o destino de reinos inteiros.

Mas a joia carrega uma maldição que se mistura à política dos Burgundos e à traição dos reis vizinhos. No centro da confusão está a paixão impossível por Brunnhild, a rainha das guerreiras.

É uma releitura do ciclo dos Nibelungos embalada como telefilme de grande orçamento, com cara de produção épica europeia e hollywoodiana ao mesmo tempo.

Linha do tempo e legado

O longa foi exibido originalmente em 2004 no canal Hallmark, nos Estados Unidos, com o título internacional Dark Kingdom: The Dragon King. No Brasil, ganhou espaço na TV aberta e em home video ao longo dos anos 2000.

É lembrado por ter colocado Robert Pattinson no mapa antes de Crepúsculo, em um papel pequeno como o traiçoeiro Giselher. Também marca a primeira grande produção com Kristanna Loken depois de Terminator 3.

Cultuado entre fãs de fantasia televisiva, o título costuma aparecer em listas de adaptações da mitologia nórdica ao lado de As Brumas de Avalon.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de arte capricha em castelos, florestas e na sequência do dragão Fafnir, com direito a fogo e tensão real. A química entre Benno Fürmann e Kristanna Loken funciona bem e dá peso ao romance trágico.

Os figurinos de inspiração nórdica são ricos, e a trilha lembra vagamente o estilo wagneriano. Para quem ama fantasia clássica, é um banquete visual de baixo orçamento.

Ponto fraco: o ritmo é arrastado em vários atos, com muita exposição política entre nobres que pesa no meio do filme. O CGI do dragão já envelheceu mal, e o roteiro corta atalhos grosseiros no terceiro ato.

As batalhas são curtas e algumas decisões de personagem parecem forçadas para caber em dois episódios de TV.

Curiosidades de bastidor

  • O roteiro é assinado por ninguém menos que Uli Edel, diretor de Eu, Christiane F., que aqui trocou a Berlim underground por reinos mitológicos.
  • Max von Sydow aparece como o rei Godofredo em um dos últimos grandes papéis de personagem da carreira europeia dele.
  • As filmagens foram feitas em locações na África do Sul e em Malta, o que explica o visual mediterrâneo dos castelos nórdicos.

Perguntas frequentes

A Maldição do Anel é uma adaptação de Wagner?

Sim. O roteiro se baseia no ciclo dos Nibelungos, a mesma fonte da ópera O Anel do Nibelungo de Richard Wagner, mas com liberdades de adaptação.

Robert Pattinson aparece no filme?

Aparece sim, em um papel menor como Giselher, antes de estourar em Crepúsculo três anos depois.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina de forma fechada, sem cenas extras depois dos créditos finais.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de mitologia nórdica que já leram os ciclos do Edda e do anel de Wagner.
  • Quem curte aventura épica em formato de telefilme, como As Brumas de Avalon.
  • Caçadores de curiosidades de Robert Pattinson antes da era Crepúsculo.