Veja o trailer do filme A Luta de Steve

A Luta de Steve

A Luta de Steve

10 Documentário Duração: 1h 50min

Quem é Steve Gleason e por que este documentário importa

Em 2011, o ex-jogador da NFL Steve Gleason recebeu um diagnóstico devastador: esclerose lateral amiotrófica (ELA). Os médicos estimaram entre dois e cinco anos de vida.

O longa dirigido por J. Clay Tweel começa exatamente nesse ponto e acompanha, durante anos, a rotina de Steve com a esposa Michel e o filho recém-nascido Rivers.

Mais do que um registro sobre uma doença degenerativa, o filme é um diário de paternidade, propósito e tecnologia assistiva gravado pelo próprio protagonista.

Para quem curte documentário intimista, a proposta lembra o tom de Print The Legend, mas com carga emocional muito maior.

Estreia, repercussão e legado

A Luta de Steve estreou no Festival de Sundance em janeiro de 2016, onde recebeu uma ovação de pé de quase dez minutos. Chegou aos cinemas brasileiros em 13 de julho de 2017 pela Elite Filmes.

Antes do diagnóstico, Steve já era figura histórica em Nova Orleans: em 2006, bloqueou um punt no primeiro jogo do Saints no Superdome após a devastação do furacão Katrina, virando símbolo da reconstrução da cidade.

Hoje, a Team Gleason — fundação mostrada no longa — continua financiando pesquisas e tecnologia para pacientes com ELA, mantendo o filme atual como peça de mobilização.

No agregado de críticas, o documentário mantém cerca de 88% no Rotten Tomatoes e 7,9 no IMDB, sendo lembrado como um dos retratos mais crus e humanos sobre deficiência já feitos para o cinema.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a honestidade da câmera. Tweel entrega registros crus, filmados muitas vezes pelo próprio Steve com os movimentos que ainda tinha, sem trilha sonora manipulativa para forçar lágrima.

A relação com o filho pequeno é o coração do filme e funciona como relógio emocional, equilibrando drama e ternura.

Ponto fraco: a duração de 110 minutos pesa no terço final, quando o material se repete em consultas, exames e pequenas vitórias domésticas.

Quem busca narrativa esportiva convencional pode estranhar: o foco é a vida pós-campo, não a carreira na NFL.

Curiosidades de bastidores

  • Steve gravou grande parte do documentário sozinho, com um sistema de eye-tracking que controlava cursor e câmera, já que a doença comprometeu seus movimentos.
  • O bloqueio do punt em 2006 contra o Atlanta Falcons está esculpido em bronze na entrada do Superdome, o "Rebirth Monument".
  • No Festival de Sundance 2016, a sessão de estreia terminou com mais de nove minutos de aplausos em pé, segundo a imprensa especializada.

Perguntas frequentes sobre A Luta de Steve

A Luta de Steve é triste demais para assistir? É emocionalmente intenso, mas evita o melodrama. A presença do filho pequeno e o humor do casal equilibram o peso do diagnóstico de ELA.

O filme tem cena pós-créditos? Não. Os créditos finais mostram atualizações reais da Team Gleason e mensagens do protagonista, sem conteúdo extra depois deles.

Onde assistir A Luta de Steve online? O documentário teve distribuição física no Brasil pela Elite Filmes e circula em catálogos digitais e locadoras. Confira a grade atualizada na seção de cinemas e streaming acima.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de futebol americano que conhecem a história do New Orleans Saints pós-Katrina.
  • Interessados em narrativas sobre paternidade, cuidado e doenças neurodegenerativas.
  • Quem acompanha documentários observacionais no estilo de Finders Keepers e obras premiadas em Sundance.

Título original: Gleason

País de origem: EUA

Data do lançamento: 13/07/2017

Distribuidora: Elite Filmes

Diretor: J. Clay Tweel

Principais atores: